
O Oceano Pacífico Equatorial passou de La Niña para El Niño em um tempo recorde de apenas quatro meses.
Segundo a MetSul Meteorologia, a Região Niño 3.4, utilizada para monitoramento, registrou uma anomalia de -0,7ºC no início de 2026. Hoje, a anomalia é de +3,2ºC, valor jamais visto nos tempos modernos.
No litoral do Peru e do Equador, o aquecimento foi ainda mais intenso. A Região Niño 1+2, que fica na costa de ambos os países, passou de -0,2ºC para +5,3ºC.
Mais rápido que Super El Niños do passado
O Pacífico Equatorial está em condições de El Niño desde maio, antes mesmo da declaração oficial da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), em 11 de junho.
A evolução foi tão rápida que, na primeira semana de julho, a anomalia já havia superado os 2ºC na Região Niño 3.4.
Em eventos anteriores, o Super El Niño só chegou a esse patamar em setembro ou novembro. Nos anos de 1982-1983, por exemplo, a anomalia atingiu +2ºC durante a semana de 24 de novembro, enquanto no evento de 2015, o fenômeno foi alcançado pela primeira vez na semana de 16 de setembro.
Apesar disso, os cientistas ressaltam que não necessariamente todas as transições são mais lentas. A velocidade do El Niño, além de depender do que acontece no Pacífico, tem relação com o comportamento da atmosfera, o que define a neutralidade ou a formação da La Niña.