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De aviões a sistemas anti-terremotos, diversos setores da economia se beneficiaram das inovações tecnológicas criadas pelos cientistas da Nasa

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Reprodução/Nasa
Cientistas da Nasa criaram diversas das tecnologias do módulo exatamente para a viagem à lua

Em 1962, quando os Estados Unidos enfrentavam a concorrência da União Soviética nos mais diversos campos e a Guerra Fria estava a todo vapor, o então presidente norte-americano, John F. Kennedy, fez um discurso que entrou para a história, convocando o país a se unir e transformar a conquista espacial em realidade.

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Muitos historiadores apontam este como um dos pontos principais para a chegada do homem à Lua. Teria sido ali, depois das palavras do comandante-chefe dos EUA que teria se iniciado o processo de criação do projeto Apollo , que levou Neil Armstrong e Buzz Aldrin para o satélite natural da Terra e para a história.

Naquele momento, o governante já sabia que alcançar o objetivo não seria fácil. Muitas das tecnologias que foram empregadas no foguete Saturno V e na espaçonave ainda não existiam no momento. Ou seja: foi um processo trabalhoso, mas que se mostrou válido quando Neil proferiu a famosa frase do “pequeno passo para um homem”.

Em menos de sete anos, do pronunciamento a chegada à Lua, os cientistas norte-americanos alcançaram o desenvolvimento tecnológico visto poucas vezes na história da humanidade. A contribuição do episódio foi tamanha que perdura até os dias de hoje, facilitando diversas tarefas cotidianas, que teriam maior grau de dificuldade não fossem os instrumentos e produtos criados pela equipe de desenvolvimento da NASA nos anos 60.

Confira algumas das inovações


Contribuições secundárias

O projeto Apollo , que envolveu a construção de diversos foguetes lançadores e módulos espaciais , foi responsável também por desenvolver algumas tecnologias que não foram utilizadas especificamente na viagem à Lua, mas contribuíram com o êxito do programa como um todo.

Maior precisão na captação de sinais, ferramentas sem fio, detecção de gases tóxicos, leitura infravermelha das estrelas e até o que fazer com a pasta de dente foram alguns dos desafios encarados pelos cientistas da Nasa , que acabaram, assim, realizando um grande salto para a humanidade também em solo terrestre.

Alguns dos itens que seguem sendo impactados pelas descobertas do projeto são antenas de TV por satélite, detectores de fumaça, aparelhos de GPS, óculos de sol, papinhas de bebê e até as máquinas de ressonância magnética. Tudo isso leva algum componente desenvolvido ou aprimorado durante a missão espacial norte-americana.

O que está por vir

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Reprodução/Nasa
Motores da primeira espaçonave do projeto Artemis, que tem o objetivo de mandar uma mulher à lua até 2024

Na semana em que comemora o 50° aniversário do primeiro pouso na lua, a NASA confirmou que pretende realizar novas viagens ao satélite natural da Terra. Segundo um diretor da agência, o prazo de 2024 está mantido para que a missão Artemis leve a humanidade de volta ao solo lunar, assim como a 1ª mulher astronauta.

Com isso, a expectativa de que a história se repita, e novos avanços tecnológicos sejam alcançados, é bastante grande, principalmente pelo fato de que o desejo da agência é fixar residência na lua, como uma base para viagens ainda mais longas.

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Extrair recursos da Lua, transformar a água congelada em potável, descobrir uma maneira de gerar oxigênio para os humanos e combustível para as naves espaciais são apenas alguns dos desafios que esperam a equipe da NASA nos próximos anos.

Atualmente, a tecnologia existente inviabiliza este tipo de ideia. Porém, como em 1962, o que parece ser impossível pode se tornar realidade se cientistas e companhias trabalharem juntos e tiverem um objetivo em comum, produzindo assim o próximo grande salto da história.