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De acordo com grupos, missão foi uma farsa que para os Estados Unidos ganhassem a corrida espacial; teoria já foi tema de livros e documentários

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Homem nunca pousou na Lua? Conheça a história por trás da teoria da conspiração

No próximo sábado (20) o mundo comemora os 50 anos da aterrissagem da missão Apollo 11, primeira a pousar na superfície da Lua. Até hoje, os astronautas Buzz Aldrin e Neil Armstrong são vistos como pioneiros pela maioria das pessoas, incluindo a comunidade científica.

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No entanto, vários grupos conspiracionistas acreditam que a alunissagem foi uma farsa, patrocinada pela NASA e pelo governo norte-americano. De acordo com a teoria, a necessidade dos Estados Unidos de vencer a corrida espacial contra a União Soviética e pousar na lua antes dos comunistas teria sido o principal motivo da suposta armação.

O escritor Bill Kaysing é conhecido como o "pai" desta teoria conspiratória. Em 1976, ele publicou o livro We Never Went to the Moon: America's Tirty Billion Dollar Swindle (Nós nunca fomos à Lua: A Fraude Americana de 30 bilhões de dólares, em tradução livre). Kaysing era veterano da Marinha norte-americana e depois trabalhou como técnico na Rocketdyne, empresa que forneceu motores para o foguete Saturno V, utilizado na missão Apollo 11 .

Apesar de não ser engenheiro ou cientista, Kaysing afirma que os motores não teriam potência para levar o foguete até a Lua. Ainda segundo o autor, um estudo interno da Rocketdyne chegou à conclusão que um pouso de sucesso na superfície lunar era de apenas 0.0017%. Nenhum outro funcionário da empresa corroborou as afirmações dele.

O livro, no entanto, ganhou enorme tração nos Estados Unidos e, posteriormente, em todo o mundo. Grupos conspiracionistas e pessoas com baixo nível de educação foram os mais suscetíveis à teoria de Kaysing, que afirmava que o governo norte-americano, junto com agências como a CIA e o FBI, foi responsável por encenar o pouso na Lua.

De acordo com Kaysing , o foguete Saturn V realmente decolou, mas ficou orbitando a Terra durante os dias que a missão estaria ocorrendo. Enquanto isso, a NASA teria montado um estúdio no meio de um deserto nos Estados Unidos para encenar a chegada à Lua.

O escritor citou alguns motivos, que ele chamou do provas, do por quê a situação foi encenada:

  • A fato da bandeira norte-americana ter tremulado no espaço
  • A ausência de estrelas
  • A ausência de uma câmera fotográfica nas mãos de Aldrin em uma imagem que ele aparece refletido no capacete de Armstrong
  • O fato do foguete não ter aberto um buraco no solo lunar

Todos os argumentos, no entanto, foram facilmente refutados pela comunidade cientifíca, como o fato dos astronautas terem esbarrado no mastro que levava a flâmula ou o fato da aterrissagem ter sido feita de maneira extremamente suave para não comprometer o foguete.

Apesar da falta de provas, o livro de Kaysing deu origem a um enorme movimento de pessoas que negam a chegada no homem à Lua. Até sua morte, em 2005, aos 82 anos, o autor seguiu como um dos líderes do grupo conspiracionista.

Ao longo dos anos, a teoria ganhou mais detalhes, cada vez mais absurdos. Kaysing defendeu que a NASA foi responsável pela acidente com o foguete Challenger. De acordo com o autor, os astronautas daquela missão teriam descoberto que a missão Apollo foi uma farsa e iriam testemunhas contra a agência.

A suposta participação do renomado cineasta Stanley Kubrick também foi ventilada pelos grupos e, até hoje, é uma das mais seguidas. Após trabalhar em "2001: Uma Odisseia no Espaço", o diretor teria sido convidado pelo governo norte-americano para ajudar na suposta encenação.

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O teoria da conspiração se transformou em comunidade e gerou uma série de outros livros e documentários como "Astronauts Gone Wild",  de Bart Sibrel e "Conspiracy Theory: Did We Land on the Moon?", produzido pela gigante da comunicação Fox.

Apesar da linha de argumentação ter sido refutada, pesquisas mostram que ainda existem muitos negacionistas do pouso do na Lua . De acordo com levantamentos, pelo menos 6% dos norte-americanos acreditam que a missão é uma farsa. Entre os britânicos, o número é de 25% e entre os russos, 28%