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Geminídeas poderão ser vistas de quase todos os lugares do planeta no dia 14 de dezembro, data em que a chuva de meteoros atinge seu ápice

Chuva de meteoros poderá ser vista a olho nu, na segunda semana de dezembro
Reprodução/ Nasa
Chuva de meteoros poderá ser vista a olho nu, na segunda semana de dezembro

A última chuva de ‘estrelas cadentes’ do ano acontece na segunda semana de dezembro e poderá ser vista em quase todos os lugares do planeta Terra. Neste ano, a chuva começou na última terça-feira (4) e vai durar até a próxima segunda-feira (17), tendo seu pico no dia 14 e durando pelas 24 horas seguintes.

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A chuva de meteoros é caracterizada como uma das principais do calendário anual, já que acontece todos os anos, no mês de dezembro. As chamadas geminídeas poderão ser observadas a olho nu, nos hemisférios norte e sul do globo. Para identificá-las não é difícil: elas possuem um brilho especial, são rápidas e apresentam uma cor amarelada característica.

Já quanto à sua localização, as geminídeas se concentram na constelação de gêmeos – por isso o seu nome. Por mais que sejam chamadas de ‘estrelas’, na verdade o espetáculo é resultado da combustão de meteoros quando entram em contato com a atmosfera da Terra e não de uma chuva de estrelas cadentes, especificamente.

De acordo com a Nasa, todo ano, durante o mês de dezembro, o planeta Terra passa perto de um “estranho objeto rochoso”, denominado 3.200 Phaethon. A poeira e areia que o objeto lança entram na atmosfera como uma chuva de ‘estrelas cadentes’. Apesar de o fenômeno acontecer desde meados do século 19, a natureza do Phaethon ainda é desconhecido. Acredita-se que pode ser ou um asteroide próximo à Terra ou um cometa extinto.

Desde o seu surgimento, as geminídeas vêm aumentando a cada ano, tornando-se um das chuvas de meteoros mais importantes. “Durante seu pico, podem ser observados 120 meteoros por hora em condições perfeitas”, explica a agência norte-americana.

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Mas então, para presenciar a chuva de ‘ estrelas cadentes ’ é só olhar para o céu? Na verdade, a Nasa dá algumas dicas importantes nesse momento: quanto mais escuro e afastado da cidade for o local de observação, melhor.

Neste caso, até a luz da lua pode atrapalhar, então é recomendado que o observador tenha a atenção totalmente voltada ao céu. “Dê aos seus olhos cerca de 30 minutos para se adaptar ao escuro. Evite olhar para o seu celular, pois ele vai atrapalhar sua visão noturna. Deite-se de costas e olhe para cima, absorvendo o máximo de céu possível”, explica a Nasa .

A tendência é de que as geminídeas aumentem com o avançar do tempo, atingindo o ponto máximo de cerca de 100 meteoros por hora, por volta das 10h30 (no horário de Brasília) do dia 14. É importante lembrar que essa estimativa é para aqueles que estarão posicionados nos lugares ‘ideais’, de preferência lugares escuros, e que, por isso, terão uma visão perfeita do céu.

Segundo a agência espacial, aqueles que estão nos grandes centros urbanos não conseguirão ver quase nada, devido às intensas luzes da cidade que ofuscam os meteoros. "Céu limpo e escuro é o ingrediente mais importante para contemplar a chuva de meteoros".

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Para fechar o ano de 2018 com chave de ouro, a chegada das geminídeas ainda trará um bônus aos observadores: o cometa 46P Wirtanen se aproximará da Terra, ao mesmo tempo que a chuva de meteoros , sendo possível, assim, observar uma pequena luz verde ‘fantasmagórica’ na constelação de touro.

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