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Pescadores utilizam carcaças de tubarões para evitar ataques, e essa dupla do País de Gales quer criar uma alternativa mais sustentável para a prática

O aparelho de Collin e Simon Brooker tem como objetivo afastar os animais dos humanos, evitando ataques de tubarão
Creative Commons/Wikimedia
O aparelho de Collin e Simon Brooker tem como objetivo afastar os animais dos humanos, evitando ataques de tubarão

Um homem e seu filho, moradores de Cardiff, no País de Gales, estão desenvolvendo um dispositivo inovador. Com o objetivo de proteger mergulhadores e surfistas de ataques de tubarão, eles decidiram usar o odor artificial de tubarões mortos para criar uma essência que afastaria os peixes dos humanos.

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De acordo com informações do portal britânico Metro , Collin Brooker e seu filho, Simon, batizaram o dispositivo de "Podi". Ele seria acoplado à prancha do surfista ou ao corpo dos banhistas e seria capaz de, aos poucos, liberar o odor, o que poderia evitar a incidência de ataques de tubarão .

Isso porque estes animais possuem um ótimo olfato e, quando sentem o cheiro de um tubarão morto, costumam se afastar o mais rápido possível, de maneira instintiva. Eles têm como objetivo evitar um potencial perigo, tendo em vista que outro animal da mesma espécie que a deles morreu por algum motivo.

A tática do odor de animais mortos, no entanto, não é nova. Muitos pescadores do Oceano Índico costumam usar carcaças dos peixes ao redor de seus barcos para proteger a pesca, e isso já acontece há muitos anos.

Os Brookers, por outro lado, se preocupam com a preservação animal e querem uma alternativa mais sustentável. No lugar de matar os tubarões , eles decidiram trabalhar junto de uma empresa farmacêutica, a CatSci, e conseguiram recriar de maneira artificial o odor capaz de fazer os animais se afastarem.

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Andamento do projeto para evitar ataques de tubarão

Os dois já gastaram 250 mil libras (aproximadamente R$ 1,3 milhão) e venderam seus negócios, casa e pensões privadas para conseguir desenvolver o projeto, que, inclusive, já foi testado na África do Sul e apresentou resultados promissores.

Agora, o próximo passo é descobrir qual seria a dosagem ideal do químico e também o raio de dispersão da substância, já que eles pretendem garantir um espaço seguro com raio de 500 metros os humanos. 

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Outras questões consideradas envolvem a embalagem do produto e também o uso de uma impressora 3D para criar plásticos dissolúveis. Por fim, os britânicos estimam que o dispositivo para evitar ataques de tubarão estará pronto para ser comercializado dentro de um ano e meio.

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