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Segundo cientistas afirmam em novas pesquisas, a estrela se tornará uma "linda" nebulosa planetária, vista a milhões de anos-luz em galáxias vizinhas

Exemplo de nebulosa planetária, a  NGC 2346 é feita de gás e poeira; no centro, duas estrelas se orbitam a cada 16 dias
Divulgação/Nasa
Exemplo de nebulosa planetária, a NGC 2346 é feita de gás e poeira; no centro, duas estrelas se orbitam a cada 16 dias

Pode parecer impossível pensar que o poderoso Sol , um dia, irá morrer. Mas, conforme já apontaram astrônomos, daqui a cinco bilhões de anos, nossa estrela irá explodir, se separar e se transformar em uma espécie de um enorme anel brilhante de gás e poeira interestelar.

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Apesar de saber que o Sol irá morrer dentro de alguns bilhões de anos por “falta de combustível”, até agora, os astrônomos ainda não tinham conseguido responder exatamente os detalhes de como isso poderá ocorrer. Contudo, um time internacional de cientistas parece ter chegado a uma possível resposta sobre o tema.

Utilizando um novo modelo de computador, os cientistas descobriram que – além de simplesmente explodir em pedacinhos, conforme pensado anteriormente, a estrela irá morrer e se transformar em uma nebulosa planetária massiva – ficando visível a milhões de anos-luz. “Essas nebulosas planetárias são os objetos mais lindos do céu, e mesmo que nosso sol se torne apenas uma das fracas, ficará visível para nossas galáxias vizinhas”, explica Albert Zijlstra, professor de astrofísica na Universidade de Manchester, na Inglaterra.

“Se você vivesse na galáxia Andrômeda, que fica a dois milhões de anos-luz de distância, você poderia ver isso”, ilustra o cientista ao jornal The Guardian.

O que acontecerá com o Sol?

Nosso sol é, em muitos aspectos, uma estrela mediana. É de tamanho médio e, com cinco bilhões de anos, já está na metade da sua existência. O fim virá quando o núcleo ficar sem hidrogênio, fazendo com que seu centro entre em colapso. Quando isso acontecer, as reações nucleares começam no núcleo, fazendo com que o sol inche e se transforme em uma gigante vermelha que, eventualmente, irá “engolir” Mercúrio e Vênus.

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 Em artigo ao jornal Nature Astronomy, Zijlstra e colegas astrônomos da Polônia e da Argentina descreveram que, nesse momento, quando for uma gigante vermelha, perderá metade de sua massa enquanto as camadas superficiais serão “espirradas” para longe a uma velocidade de 20 km por segundo.

O centro, por sua vez, esquentará de maneira muito rápida, fazendo irradiar uma luz ultravioleta e raios-x que alcançarão as camadas mais externas, tornando-se um grande anel brilhante de plasma. Assim, a nebulosa planetária irá brilhar por cerca de 10 mil anos.

Mudanças no ‘destino final’ 

Enquanto modelos antigos de computadores previam que o sol perderia suas camadas mais externas no final de sua vida, também mostravam que o núcleo aqueceria muito devagar para fazer com que as camadas perdidas brilhassem. Nesse modelo, no momento em que o núcleo atingisse a temperatura necessária, de 30.000 °C, as camadas externas desapareceriam por muito tempo e seriam dispersas no gás e na poeira que flutuam entre as estrelas.

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“O que nós mostramos é que o núcleo estará quente o suficiente entre cinco e 10 mil anos após as camadas externas terem sido ejetadas, e isso é rápido”, defende Zijlstra. "Portanto, o Sol está no limite de poder se transformar em uma nebulosa planetária."

A Terra pode sobreviver à morte do Sol, contudo, a vida no planeta terá se extinguido muito tempo antes. À medida que nossa estrela envelhece, ele se tornará cada vez mais brilhante, e nos próximos dois bilhões de anos poderá ficar quente o suficiente para ferver os oceanos. "Não será um lugar muito agradável", disse Zijlstra.

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