
Durante o 1º turno das Eleições 2026, eleitores do estado de São Paulo levaram, em média, 60,91 segundos para votar em todos os cargos. O tempo na cabine neste ano foi maior do que o calculado em 2022, nas últimas eleições gerais, quando o eleitorado paulista registrou seus votos em 56,82 segundos.
Por mais que a média geral de tempo de votação tenha aumentado, o eleitorado teve que fazer uma escolha a mais na urna, com seis candidatos sendo selecionados, devido aos dois votos destinados ao Senado; em 2022, no total, cinco candidatos eram escolhidos pelo eleitor.
De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), por mais que o tempo de votação geral tenha sido maior em 2026, o tempo destinado a cada cargo foi menor neste ano do que em 2022, durando somente 10,15 segundos a cada candidato, contra os 11,36 segundos na última eleição.
Mais rápido que a média do país
Dados do TRE também indicam que a votação no estado foi mais rápida que a média do eleitorado brasileiro geral, que registrou cerca de 67,59 segundos na cabine de votação.
Além do tempo médio de votação, dados fornecidos pela Justiça Eleitoral também evidenciam que eleitores paulistas foram atendidos e habilitados para votar em um menor intervalo de tempo: no estado de São Paulo, o atendimento total dos eleitores (da habilitação para votar até a saída da urna) teve uma média de 82,39 segundos, com a habilitação em si durando, em média, 21,48 segundos. Já na média geral do Brasil, o atendimento dos eleitores durou cerca de 90,07 segundos, com a habilitação levando, em média, 22,48 segundos.
O procedimento total da mesa receptora consiste em: identificar o eleitor no caderno de votação, digitar o número do documento do mesmo e verificar se a pessoa possui a biometria cadastrada no sistema; antes do eleitor ser liberado para votar, quatro tentativas de identificar a biometria podem ser feitas. No caso da digital não ser lida de forma correta, o mesário responsável pode fazer algumas perguntas para confirmar a identidade do eleitor antes de habilitar a urna.
Substituições também ficaram abaixo da média
Em São Paulo, o número de urnas que precisaram ser substituídas também ficou abaixo da média neste ano quando comparado a outros anos. No estado, cerca de 519 urnas eletrônicas precisaram ser substituídas, o equivalente a cerca de 0,50% dos equipamentos presentes no estado, que carregou um total de 114.605 aparelhos. No ano de 2022, cerca de 2.000 urnas de contingência precisaram ser utilizadas.
Os índices gerais do país também caíram, com 2.069 urnas sendo substituídas durante o primeiro turno das eleições de 2026, cerca de 0,52% do número total. Em 2022, 9.260 urnas foram substituídas, uma porcentagem de 1,96% dos equipamentos presentes no país.