
Reeleito governador de São Paulo neste domingo (04), T arcísio de Freitas (Republicanos) afirmou, durante a comemoração da vitória, que o resultado no estado será importante para a disputa presidencial no segundo turno. Em discurso, o governador declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) e disse que São Paulo terá papel decisivo na eleição para presidente.
“Nós não podemos nos esquecer da responsabilidade que cabe a São Paulo neste momento. Elegemos o governador, elegemos dois senadores, e agora São Paulo vai ser decisivo, podem ter certeza, para eleger Flávio Bolsonaro presidente da República.”
Com 99,66% das urnas apuradas, Tarcísio tinha 62,65% dos votos válidos, contra 36,42% de Fernando Haddad (PT), segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A eleição foi definida no primeiro turno.
Ao falar sobre a vitória, o governador começou o discurso agradecendo a Deus e aos aliados que participaram da campanha.
“O dia de hoje é, primeiro, um dia de gratidão. Primeiro gratidão a Deus. E eu entrego todos os projetos na mão do Senhor.”
Tarcísio também destacou a formação da aliança que o apoiou na disputa e afirmou que o grupo conseguiu reunir diferentes partidos em torno de propostas.

“A gente montou uma grande frente para disputar essa eleição. Em um país onde falta consenso, a gente construiu um grande consenso.”
“Uma aliança por proposta, uma aliança por projeto, uma aliança para fazer a diferença.”
Durante a fala, o governador afirmou que pretende manter a população como centro das ações do próximo mandato.
“No nosso plano de governo, as pessoas são o centro. Contem conosco, porque nós vamos fazer a diferença, nós vamos entregar.”
Tarcísio também citou uma das áreas que pretende priorizar nos próximos quatro anos.
“Nós vamos pensar nas profissões do futuro.”
Apoio a Flávio Bolsonaro
Na parte do discurso dedicada à eleição presidencial, Tarcísio afirmou que a diferença registrada em São Paulo entre os candidatos à Presidência ainda pode aumentar no segundo turno.
“O resultado já foi extraordinário, já conseguimos aqui uma grande diferença, mas podem ter certeza de que essa diferença vai ser ainda maior.”

O governador pediu que seus aliados mantenham a mobilização para a próxima etapa da eleição.
“Não vamos abaixar nossas bandeiras, não vai nos faltar empenho, vamos manter o estado de mobilização.”
Na sequência, Tarcísio fez uma crítica ao PT e declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.
“Vamos para a vitória, vamos derrotar o PT porque o PT não tem mais nada para apresentar para o nosso país.”
Durante a comemoração, Tarcísio também fez uma chamada de vídeo com Nikolas Ferreira (PL-MG), reeleito deputado federal por Minas Gerais. O parlamentar afirmou, durante a conversa, que a eleição teria encerrado um ciclo do PT.
Tarcísio ainda fez referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente inelegível.
“O tempo da justiça vai chegar, o tempo da virada está chegando, e tenho certeza de que essa virada vai chegar e está bem próximo."
Resultado em São Paulo
Com a apuração próxima do fim, Tarcísio tinha 62,65% dos votos válidos, enquanto Haddad somava 36,42%. O governador garantiu a reeleição sem a necessidade de segundo turno.
A última eleição para o governo paulista decidida no primeiro turno havia sido em 2014, quando Geraldo Alckmin, então no PSDB, foi reeleito com 57,31% dos votos válidos.
Tarcísio também superou o percentual obtido por José Serra (PSDB) em 2006. Naquele ano, Serra recebeu 57,93% dos votos válidos no primeiro turno.
Planos para o segundo mandato
Durante a campanha, Tarcísio apresentou uma série de projetos para os próximos quatro anos. Entre as promessas estão a construção de um trem entre São Paulo e Campinas, o túnel Santos-Guarujá e um novo centro administrativo no bairro de Campos Elíseos, na capital.
Na área de transporte, o governador também prometeu duas novas linhas de metrô, com extensões para Guarulhos e para o ABC Paulista.
Ao comemorar a vitória, Tarcísio resumiu a estratégia que, segundo ele, marcou sua campanha:
“A gente procurou fazer uma campanha leve, uma campanha propositiva, fazendo obviamente o balanço da gestão nos quatro anos e projetando os próximos quatro anos.”
Em declaração antes da votação, ele também havia dito que preferiu não responder aos ataques dos adversários:
“Fui várias vezes provocado, não respondi, resolvi não partir para o ataque.”
E completou:
“Se pegar os meus programas eleitorais, era falando de projeto, falando de esperança, falando de balanço, falando daquilo que a gente quer fazer.”