
Uma discussão familiar terminou em tragédia na noite desta segunda-feira (17), na Rua Antônio de Couros, no bairro Freguesia do Ó, localizado na Zona Norte de São Paulo. Segundo informações da Polícia Militar, uma mulher de 45 anos, foi atacada pelo próprio irmão, que teria j ogado gasolina e ateado fogo nela durante a briga. Veja o vídeo:
O caso aconteceu por volta das 19h30, após a família decidir internar o homem, de 53 anos, em uma clínica de reabilitação devido a problemas relacionados ao uso de drogas.
Quando o homem foi informado da decisão, ele se revoltou e iniciou uma discussão com os familiares; durante a confusão, ele teria utilizado um galão de gasolina para atear fogo na irmã e também incendiar um veículo que estava no local.
A mulher foi atingida pelas chamas e recebeu atendimento de uma Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros, sendo encaminhada em estado crítico ao Hospital das Clínicas após sofrer queimaduras graves. Outro irmão que estava no local e também foi atingido pelo fogo, sofreu queimaduras mais leves e foi levado ao Hospital Geral de Vila Penteado. Até o momento, não há atualização oficial sobre o estado de saúde das vítimas.
Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu foram mobilizadas para conter as chamas e prestar socorro. Segundo informações da SSP o homem parecia estar alterado e tinha falas desconexas, ele foi preso em flagrante e conduzido à 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), responsável pela investigação do caso.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), a perícia foi acionada e o caso foi registrado como incêndio, violência doméstica e tentativa de feminicídio.
Delegacia de Defesa da Mulher
As Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) são unidades policiais criadas especificamente para lidar com casos de violência contra mulheres, assim como este que foi registrado como tentativa de feminicídio.
Nessas delegacias, o atendimento é direcionado às vítimas e inclui desde o registro de boletins de ocorrência até a investigação e apuração dos crimes. Entre suas funções está também a solicitação das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha, que podem garantir a segurança imediata da vítima em situações de risco; além disso, as DDMs são responsáveis por encaminhar o inquérito policial ao Poder Judiciário, permitindo que o processo siga para análise e julgamento.
Outro papel importante dessas unidades é requisitar laudos ao Instituto Médico Legal (IML), fundamentais para comprovar agressões físicas e outros tipos de violência. Dessa forma, as DDMs atuam como um elo essencial entre a vítima, a investigação policial e o sistema de justiça, oferecendo um atendimento especializado e voltado para a proteção da mulher.