
Um empresário, identificado como Wesley Icaro, de 30 anos, foi baleado durante uma tentativa de assalto que aconteceu quando o homem chegava em seu comércio, localizado na Rua Clélia, na Lapa, Zona Oeste de São Paulo.
Imagens registradas pela câmera do empreendimento mostram Wesley em sua moto, acompanhado por um funcionário, quando dois criminosos chegam em outro veículo e abordam os homens. Durante a abordagem, os criminosos pedem a moto, o celular e outros pertences do empresário.
Ainda nas imagens, é possível ver um dos suspeitos disparar para o alto, na intenção de intimidar as vítimas enquanto Wesley pede para que os criminosos "não façam aquilo" e que tenham “calma”.
Enquanto tentavam tirar o celular da vítima à força, os criminosos escalaram a abordagem para um confronto físico e um deles disparou contra a vítima, atingindo o braço do empresário. Depois do tiro, um dos assaltantes correu até a moto de Wesley, mas acabou decidindo por não pegá-la e os criminosos fugiram do local sem levar nada; o homem foi socorrido e levado ao Hospital Penteado.
A tentativa de assalto aconteceu na noite de sexta-feira (14) e o caso foi registrado como tentativa de latrocínio no 7º DP (Lapa); um celular deixado pelos autores foi apreendido no local.Moradores do Alto da Lapa adotam sistemas de alerta para assaltos
Durante os primeiros meses de 2026, os registros de roubo na Lapa já apontavam o constante crescimento de ocorrências na região. Em janeiro de 2026, foram registradas 133 ocorrências, contra 111 em 2025, um aumento de cerca de 20%; em fevereiro, os casos passaram de 129, no ano passado, para 144 neste ano, alta próxima de 11%.
Diante desse aumento, moradores da Rua Juvenal de Almeida, na zona oeste de São Paulo, decidiram adotar medidas próprias de segurança e instalaram um sistema de alerta sonoro, semelhante ao toque de campainhas escolares, para avisar sobre movimentações suspeitas. Além disso, uma guarita com vigilância privada passou a atender tanto a Rua Juvenal de Almeida quanto a Rua Majubim.
A região, localizada entre as ruas Majubim e Dardanelos, próxima à Avenida Diógenes Ribeiro de Lima e a apenas um quilômetro do Parque Villa-Lobos, conta ainda com rondas de segurança particular. O vigilante utiliza um apito a cada hora para indicar que o patrulhamento está sendo feito.
Mesmo com essas iniciativas, moradores relataram à CBN, durante entrevistas, que os assaltos continuam frequentes; durante a apuração da emissora no local, não foram vistas viaturas da Polícia Militar circulando pelas ruas, registrando somente a presença constante de seguranças privados.
O bairro também possui forte estrutura de monitoramento, com prédios equipados com portaria e cerca de 30 câmeras espalhadas pelo entorno, mas a sensação de insegurança permanece uma vez que o sistema alerta os moradores, mas não proíbe a ação dos criminosos.