Campanha de vacinação nas UBSs de São Paulo
Ciete Silvério/ Prefeitura de São Paulo
Campanha de vacinação nas UBSs de São Paulo

estado de São Paulo registrou, até o momento, 23 casos de sarampo somente no ano de 2026, distribuídos na capital e também nas cidade de  Guarulhos, São Bernardo do Campo.  Após a 14ª ocorrência, o Ministério da Saúde recomendou que todos os residentes, entre 6 meses e 59 anos, se vacinem contra o sarampo mesmo que já tenham tomado a dose prévia.

Desde essa semana, a Prefeitura de São Paulo está promovendo uma campanha de reforço da imunização. Ela acontece em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nas AMAs/UBSs Integradas da capital.

Para auxiliar a população, foi disponibilizada a plataforma "De Olho na Fila", que mostra como estão as filas e onde tem vacina, em tempo real. O objetivo da ferramenta é distribuir o fluxo de pessoas entre os postos, evitando aglomerações que podem sobrecarregar as unidades.

O iG verificou a disponibilidade da vacina contra o sarampo em todas as unidades presentes na plataforma, incluindo AMAs e UBSs, nesta sexta-feira (7), às 10h. A Zona Sul é a que mais apresentou a falta de imunizantes, com sete postos de vacinação sem as vacinas, quatro deles somente no bairro Capão Redondo. No Jardim Ângela, a unidade não possuía somente a dose zero, mas, as unidades em Parelheiros, Santo Amaro e Capão Redondo, não possuíam a dose geral, tendo somente a dose zero.

Na Zona Leste da capital, dois postos aparecem sem nenhuma vacina disponível, não somente a de sarampo, são eles: UBS Gleba do Pêssego, no Parque do Carmo e a AMA UBS Jardim Grimaldi, em Sapopemba. Na Zona Norte, somente uma das unidades, no Jaçanã, não possuía a vacina que é aplicada em bebês de 12 meses a adultos de 59 anos.

Já na região central e na Zona Oeste, todos os postos convencionais possuem a vacina, tanto a dose regular quanto a dose zero, recomendada para bebês com menos de 12 meses.

A plataforma permite que as atualizações da disponibilidade dos imunizantes também sejam visualizadas em tempo real, assim como a situação das filas. Lá. o usuário pode escolher entre as cinco regiões da capital (Centro, Leste, Norte, Oeste e Sul) e procurar o bairro que está mais próximo de sua localização dentro da categoria. Ao selecionar o bairro, todas as opções de postos de vacinação na região aparecem, mostrando a situação da fila naquele espaço, variando de "sem fila" a "fila grande".

A ferramenta mostra também o endereço completo e um telefone de contato do estabelecimento, além de ter atualizações constantes sobre a situação das filas ao longo dia e indica o horário do último update.

Disponibilidade de imunizantes

Para checar onde tem a vacina, basta entrar no   "De Olho na Fila"e selecionar um bairro. Assim, é possível clicar na opção “Disponibilidade de Imunizante” dentro da Unidade de Saúde escolhida. Neste espaço, os principais imunizantes aparecem acompanhados de sua situação naquele estabelecimento, etiquetados como “disponível” ou “indisponível”.



A vacinação

O Sarampo é uma doença infecciosa com um alto nível de contaminação e já foi uma das maiores causas de mortalidade infantil através do globo. A transmissão do vírus ocorre através de vias aéreas, e um portador pode transmitir a doença para cerca de 90% das pessoas próximas que não estejam imunes.

A vacinação já se provou, por diversas vezes, como a melhor maneira de se proteger, e proteger os outros, do vírus. Riana Rodrigues Emilio Lopes, médica infectologista da Policlínica Centro de São Bernardo do Campo, afirma:

O sarampo é uma doença altamente contagiosa que pode levar a complicações graves incluindo óbito. A diminuição da cobertura vacinal tem contribuído para o reaparecimento do sarampo em diversas regiões o que reforça a importância de manter a imunização em dia. A vacinação é uma medida essencial, segura e eficaz na prevenção da doença. Além da proteção individual, a imunização reduz a circulação do vírus na comunidade contribuindo para prevenção de surtos e para proteção coletiva, principalmente para as pessoas que não podem ser vacinadas. Riana Rodrigues Emilio Lopes, médica infectologista


A doença, além de altamente infecciosa, também traz diversos sintomas nocivos que podem ser confundidos com os de uma simples gripe, como: Febre alta, tosse seca, mal-estar intenso, olhos vermelhos e sensíveis à luz (conjuntivite). Outros sintomas comuns após a fase inicial da doença são pontos brancos na parte interna das bochechas e manchas vermelhas pelo corpo, que se espalham rapidamente; a transmissão da doença pode acontecer entre 6 dias antes e 4 dias após o aparecimento das manchas vermelhas pelo corpo.

Duas das três vacinas para o sarampo estão disponíveis no sistema público de saúde: a tríplice viral (para sarampo, caxumba e rubéola) e a tetraviral (para sarampo, caxumba, rubéola e varicela).

Até o momento, no ano de 2026, o Ministério da Saúde conta com uma cobertura vacinal de 77,5% na primeira dose da tríplice viral, a segunda dose contempla 65,5%; a meta é atingir uma cobertura de 95% nas duas doses. Em 2025, a cobertura vacinal nacional alcançou 92,9% para a primeira dose da vacina tríplice viral e 78,3% para a segunda dose

Nos municípios em que os casos foram registrados, a vacinação também foi amplamente acatada. Em Guarulhos a cobertura registrada de primeira dose foi de 91,59% e de 83,90% na segunda; em São Bernardo do Campo, a primeira dose teve 90,84% de cobertura e a segunda, 83,62%. A capital apresentou uma cobertura de 90,79% na primeira dose e 83,63% na segunda.

Quem deve se vacinar

O Ministério da Saúde recomenda que todos os moradores de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, com idade entre seis meses e 59 anos, procurem a imunização nos postos de saúde de suas respectivas regiões, independentemente da situação vacinal.

Mesmo que o indivíduo já tenha tomado as duas doses padrão, que são recomendadas nos primeiros anos de vida, moradores destas cidades devem tomar uma dose extra da vacina, para que a prevenção seja ainda mais eficaz.

Com o avanço do vírus, a Dose Zero também é recomendada, mas dessa vez, para crianças de 6 a 11 meses de idade, ampliando a proteção desse grupo que é mais suscetível a doença; a dose não substitui as vacinas aplicadas durante o protocolo vacinal do Calendário Nacional de Vacinação.

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