
Um homem de 33 anos foi preso suspeito de torturar e matar o próprio filho, de apenas 3 anos. Além dele, a madrasta da criança também foi detida. O caso foi registrado em Palmas e a prisão foi confirmada nesta última quinta-feira (6).
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Eduardo Meneses, as lesões encontradas no corpo da criança indicam que ela foi torturada antes de morrer.
Ela sofreu hemorragia interna, apresentava marcas de agressões pela face e laceração intestinal.
Com isso, os elementos reunidos durante a investigação concluíram que a criança morreu em um contexto de violência extrema.
O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou graves lesões na região anal e intestinal da criança. O relatório concluiu que o menino morreu após sofrer múltiplas agressões e violência sexual.
O casal vai responder pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e tortura.
Em entrevista coletiva, o delegado também afirmou que a tipificação dos crimes ainda pode ser alterada conforme o resultado de novas perícias.
Os suspeitos
O pai do menino é o advogado Igor Gustavo Veloso de Souza. Ele foi preso na madrugada desta última quinta-feira (6), após a Polícia Civil pedir à Justiça a prisão preventiva do casal.
Além de Igor, a companheira dele, Kathellen Moreira, também foi presa suspeita pela morte da criança.
Os dois vão responder pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e tortura.
Em nota enviada ao g1, a defesa de Igor afirmou que ele se entregou voluntariamente e que manteve a postura de colaboração adotada desde o início das investigações. A defesa não se manifestou sobre os aspectos específicos do caso em respeito ao sigilo da investigação.
A defesa de Kathellen, também em nota enviada ao g1, informou que recebeu com estarrecimento o pedido de prisão e que a Justiça não considerou o fato de ela ter uma filha de cinco meses e precisar amamentar.
Além disso, o pai da bebê também foi preso, o que cria uma situação de separação abrupta da criança de ambos os genitores.
Os advogados também afirmaram que vão adotar as medidas judiciais cabíveis para requerer a substituição da prisão preventiva por outras medidas menos gravosas ou por prisão domiciliar.

O caso
O menino de 3 anos foi encontrado morto dentro da casa do pai, na região norte de Palmas.
Segundo o homem, ele encontrou a criança morta pela manhã da última segunda-feira (3) e que, por conta do abalo emocional, só comunicou a polícia horas depois.
A defesa do pai afirmou que ele estava com a criança na área de lazer, no domingo (2), quando encontrou o menino em situação de afogamento na piscina. Depois disso, ele retirou o menino da água e prestou os primeiros socorros.
A defesa também afirmou que o menino reagiu ao socorro. Sendo assim, o pai deu banho no filho e o colocou para descansar.
No outro dia, o pai percebeu que a criança já não tinha mais sinais vitais.
Mesmo com o depoimento, a polícia suspeitou que o menino poderia ter sido agredido pelo pai e tratou o caso como morte suspeita.
O laudo do IML constatou que o menino morreu após sofrer múltiplas lesões e não confirmou nenhum indício de afogamento.
Sendo assim, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva do casal. Eles foram presos nesta última quinta-feira (6).
Suspensão OAB
Após o caso, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Tocantins suspendeu temporariamente a inscrição do pai da criança, Igor Gustavo Veloso de Souza.
A medida é válida até a instauração e análise do respectivo procedimento disciplinar. A decisão foi compartilhada pelas redes sociais da OAB, veja:
A publicação foi feita nesta quinta-feira (6), após a prisão preventiva de Igor.