
Na segunda-feira (6), fez um mês que o pedágio no modelo free flow, sistema de cobrança eletrônica sem cabines, entrou em operação na Rodovia Presidente Dutra (BR-116), no trecho metropolitano entre Guarulhos e Arujá.
Implantado após autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em dezembro de 2025, o free flow substitui as tradicionais praças de pedágio por 21 pórticos equipados com câmeras e sensores que identificam placas ou tags eletrônicas de veículos em movimento.

A cobrança passa a ser feita proporcionalmente ao trecho percorrido na pista expressa, sem necessidade de o motorista parar ou reduzir a velocidade.
No sistema, a pista marginal da Dutra continua gratuita, só são tarifadas as expressas entre os quilômetros 204 e 231.
Como são as tarifas atuais
Diferentemente das praças convencionais, no free flow o valor do pedágio varia conforme a distância, dia da semana e horário do uso da pista expressa. Os preços são exibidos em painéis ao longo da rodovia para orientar os motoristas antes do acesso.

Segundo explicações de guias da concessionária Motiva CCR-RioSP sobre o sistema:
A tarifa pode oscilar de cerca de R$ 1,80 a mais de R$ 9,00, dependendo do trecho e da demanda de tráfego, inclusive em feriados e horários de pico.
Motoristas com tag eletrônica (como Sem Parar, ConectCar ou Veloe) têm o débito feito automaticamente e costumam receber descontos.
Quem não usa tag tem até 30 dias para consultar e pagar a tarifa pelo site oficial ou aplicativo da concessionária Motiva CCR-RioSP.

Tarifas tradicionais na Dutra
Os pedágios físicos que continuam em operação no restante da Presidente Dutra também tiveram reajustes no ano passado, conforme deliberação da ANTT. Para carros de passeio, alguns valores praticados a partir de setembro de 2025 foram:
- Arujá e Arujá Rodoanel: R$ 4,50
- Guararema Norte e Sul: R$ 4,50
- Jacareí: R$ 8,10
- Moreira César (Pindamonhangaba): R$ 16,90
- Itatiaia (RJ): R$ 14,50
Esses valores variam conforme o tipo de veículo e número de eixos.
Operação e orientações
Desde o início da operação, a concessionária amplia ações de orientação e atendimento ao motorista para esclarecer o funcionamento do free flow, formas de pagamento e diferenciação entre pista expressa e marginal, lembrando que a cobrança e a forma de pagar diferem do pedágio tradicional com cabines.
A ANTT também emitiu alertas sobre golpes usando o nome do free flow, lembrando que as concessionárias não enviam boletos automáticos ou cobram por canais não oficiais, o pagamento é feito diretamente nos sistemas digitais autorizados.