O aumento chega a 60%, mesmo com cerca de 30% dos moradores fora da Região Metropolitana de São Paulo
Julien DI MAJO/Unsplash
O aumento chega a 60%, mesmo com cerca de 30% dos moradores fora da Região Metropolitana de São Paulo

A forte onda de calor que atinge o estado de São Paulo desde a semana passada fez disparar o consumo de água em toda a Grande São Paulo.

Segundo a Sabesp, o aumento chega a 60%, mesmo com cerca de 30% dos moradores fora da região por conta das férias escolares e de fim de ano.

O governo estadual reforçou o alerta sobre a necessidade do uso consciente da água . A orientação é para que a população adote, com urgência, hábitos que evitem desperdícios durante este período crítico de altas temperaturas e estiagem.

De acordo com a Agência SP, desde agosto a Região Metropolitana já opera com a chamada gestão da demanda, com redução de pressão no abastecimento durante a noite.

O esquema vale por 10 horas consecutivas, das 19h às 5h, uma determinação da Arsesp em parceria com a SP Águas e a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística . A medida já evitou o consumo de 57 bilhões de litros de água nos últimos meses.

Mesmo assim, a falta de chuvas e o aumento da demanda continuam pressionando os reservatórios do Sistema Integrado Metropolitano (SIM), que opera com apenas 26,42% da capacidade.

Modelos meteorológicos indicam chuva abaixo da média em janeiro, o que pode atrasar a recuperação dos mananciais que abastecem a Grande São Paulo.

Faixas de atuação e alerta máximo em São Paulo

O Estado trabalha com sete faixas de atuação para garantir previsibilidade e resposta rápida em caso de agravamento. Cada faixa determina quais medidas devem ser aplicadas, com foco em preservar os níveis dos reservatórios.

Torneira com água potável pingando
Pedro França/Agência Senado
Torneira com água potável pingando

Atualmente, São Paulo está na faixa 3 . Nesse cenário, as ações envolvem intensificação de campanhas de conscientização e a gestão de demanda noturna de 10 horas.

As faixas 1 e 2 já previam restrições menores, enquanto as faixas 4, 5 e 6 ampliam o tempo de redução de pressão da água para 12, 14 e até 16 horas por dia.

O cenário mais crítico é o da faixa 7, que leva ao rodízio oficial de abastecimento entre bairros, com apoio obrigatório de caminhões-pipa para serviços essenciais.

Como economizar água

O governo reforça que a prioridade da água deve ser alimentação e higiene pessoal . Veja orientações para reduzir o consumo:

  • • Banhos curtos: um banho de 15 minutos pode gastar 150 litros . Reduzindo para 5 minutos, uma família de três pessoas economiza até 9 mil litros ao mês.
  • • Descarga sem desperdício: vistorie vazamentos e evite jogar papel higiênico no vaso.
  • • Na pia: feche a torneira enquanto ensaboa a louça e só abra no enxágue.
  • • Roupas: use a máquina apenas cheia e reaproveite a água para lavar quintal ou calçadas.
  • • Nada de mangueira: prefira vassoura para limpar áreas externas e use balde para lavar carros.

Monitoramento diário e ações emergenciais

O Governo de São Paulo acompanha diariamente a situação dos mananciais junto à Sabesp. Além da redução de pressão na rede, caminhões-pipa estão sendo direcionados a bairros mais afetados para reforçar o abastecimento .

O objetivo é evitar que a crise avance para patamares mais drásticos, enquanto o Estado aguarda a recuperação das represas com as chuvas dos próximos meses.

    Comentários
    Clique aqui e deixe seu comentário!
    Mais Recentes