Tarcísio em evento no Rosewood
Gabriel Barros
Tarcísio em evento no Rosewood

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) participou, nesta quarta-feira (26), de um evento que reuniu investidores, executivos e clientes de alto padrão do Union Bank of Switzerland da América Latina, em São Paulo. Entre as declarações que fez, afirmou que a direita vai ''livrar o Brasil do PT'', discurso semelhante ao de seu colega na política, Jair Bolsonaro (PL), antes deste ser eleito presidente, em 2018. 

Os convidados da 1ª edição do UBS Wealth Management Latam Summit  assistiram a palestras e rodas de conversa com personalidades da política e da economia, como os governadores de São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Tarcísio elogia governadores e pede melhor tratamento a Bolsonaro

Tarcísio participou na manhã do segundo dia do evento, na palestra "Perspectivas para o Brasil em 2026". No palco, falou sobre os três anos de mandato, do cenário eleitoral da direita para o próximo ano e  na condenação de Bolsonaro .

Ele elogiou os governadores de direita que, afirmou, fazem parte de um "mesmo time": Ronaldo Caiado (União BR), de Goiás, Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul, Ratinho Jr (PSD), do Paraná e Claúdio Castro (PL), do Rio de Janeiro.

"Esse campo da direita vai apresentar um projeto para o Brasil, em cima dos pilares da desburocratização, da emancipação, do empreendedorismo do conservadorismo. A população brasileira é conservadora. Essa turma vai se organizar e esse projeto vai ser vencedor ano que vem. Não tenha dúvida, nós vamos livrar o Brasil do PT (Partido dos Trabalhadores)".

Em seguida, pregou a pacificação do país e falou a favor da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e dos políticos e militares presos pela tentativa de golpe de Estado e de derrubada do Estado democrático de direito:

Tarcísio durante o evento
Gabriel Barros
Tarcísio durante o evento

"É esse o tratamento que a gente vai dar para uma pessoa que tem 70 anos, foi Presidente da República e teve 60 milhões de votos? O que a gente vai ganhar com isso enquanto país?".

"O Brasil precisa de pacificação. A pacificação exige consenso e foco em um projeto nacional. A constituinte é fruto de uma anistia, sem anistia não haveria constituição de 88".

Tarcísio ainda alegou que estará ao lado de Bolsonaro, a quem considera um amigo pessoal. O governador já havia dito isso, na noite anterior, em coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Ao final da palestra, voltou a fazer referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), repetindo uma frase que viralizou após sua participação em um evento da G4 Educação, em que disse que o Brasil precisava "demitir o CEO":

"Tem que ter ideias novas, sangue novo. Está na hora de aposentar o CEO".

Outros nomes da direita 

Romeu Zema no jantar do Grupo Voto
Gabriel Barros
Romeu Zema no jantar do Grupo Voto

Na segunda-feira (24), após Bolsonaro ser preso preventivamente, mas antes da determinação do trânsito em julgado, nomes da direita também se reuniram em outro hotel da capital paulista, o Palácio Tangará, durante o jantar "Um brinde à democracia", promovido pelo Grupo Voto.

Na ocasião os governadores de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), foram homenageados.

Os três, nomes proeminentes do mesmo campo político de Tarcísio, também deram suas perspectivas para 2026. Ricardo Nunes afastou especulações de que poderia ser um nome para concorrer como possível sucessor de Tarcísio no governo de São Paulo:

"Eu não vou ser candidato, eu vou eu conclui meu mandato até 2028. Vou me empenhar na campanha do Tarcísio, seja para governador, que é o que ele tem colocado, ou seja para presidente".

Caso Tarcísio busque a candidatura ao Planalto, Nunes acredita que quem deve disputar o Palácio dos Bandeirantes teria que ser o vice-governador, do PSD: "Acho que a tendência natural é o Felício Ramuti".

Já Zema e Leite, no fim de seus segundos mandatos, foram menos modestos e adimitiram que gostariam de concorrer à Presidência da República, por um projeto da direita, e não pessoal.

Durante a homenagem no palco, Zema indicou que pretende ajudar seu vice, Mateus Simões (PSD), a se eleger como governador mineiro. Eduardo Leite falou em tentar a presidência do país. 

"A minha vontade de ser candidato a presidente, de ser presidente, não é maior do que a minha vontade, como brasileiro, de ver esse país avançar, de construir soluções para os problemas dos brasileiros e para parar de ficar brigando com os outros".


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