Fiscalização de stand-up no Posto 6 termina em caso de polícia
Reprodução/redes sociais
Fiscalização de stand-up no Posto 6 termina em caso de polícia

Uma operação de ordenamento público realizada na madrugada desta quarta-feira (14) no Posto 6, na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, terminou em confronto físico e denúncia de tentativa de afogamento contra o subprefeito da Zona Sul, Bernardo Rubião. A ação teve como objetivo fiscalizar escolas irregulares de stand-up paddle que operavam sem alvará e, segundo a prefeitura, colocavam em risco a segurança de banhistas.

De acordo com a Subprefeitura da Zona Sul, a fiscalização foi realizada em conjunto com a Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEOP), a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (SMEL) e a Guarda Municipal. 

Durante a ação, algumas escolas foram notificadas e tiveram equipamentos apreendidos por irregularidades. Ainda segundo Rubião, uma das empresas fiscalizadas funcionava sem autorização e se recusou a colaborar com a apreensão das pranchas. Durante a abordagem no mar, o subprefeito afirma ter sido agredido por funcionários do estabelecimento.

“Eu mergulhei para fazer essa apreensão dos stand-ups e fui agredido por funcionários dessa empresa, que tentaram me afogar para impedir a ação”, relatou o subprefeito em vídeo publicado nas redes sociais.

Rubião destacou que a operação foi motivada por registros recentes de ocorrências graves envolvendo praticantes de stand-up paddle que foram levados pelo vento e pelo mar em direção às pedras, o que, segundo ele, evidencia a falta de preparo técnico e de segurança por parte de escolas clandestinas.

“Se o próprio subprefeito, em uma ação legal de fiscalização, ficou nessa posição causada por essa empresa, o que os consumidores não poderiam sofrer?”, questionou.

O caso foi encaminhado para a 12ª Delegacia de Polícia, onde os envolvidos devem responder criminalmente por agressões contra um agente público no exercício da função. Em nota, a Subprefeitura da Zona Sul afirmou que seguirá atuando para promover a segurança e a saúde dos frequentadores das praias da região.

“A segurança e a integridade física não são negociáveis”, reforçou o subprefeito, acrescentando que a fiscalização continuará de forma rigorosa para coibir práticas irregulares.

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