Polícia busca por diretora de creche na Rocinha acusada de desviar dinheiro do Fundeb
Reprodução/Fundeb 28.7.2022
Polícia busca por diretora de creche na Rocinha acusada de desviar dinheiro do Fundeb

Trinta policiais federais fazem operação em endereços localizados na Rocinha contra o desvio de verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

É investigada a diretora de uma creche da comunidade, na Zona Sul no Rio, que teria movimentado R$ 6.217.531,00 de forma suspeita, entre 2018 e 2021.

Segundo a Polícia Federal, parte desta quantia era proveniente de programas federais de apoio à educação. Dinheiro era usado para viagens e compras de bebidas alcoólicas, cigarros, remédio para controle de colesterol, perfume importado e até composto natural para aumento de libido.

São dois mandados de prisão preventiva e um de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro. A investigação começou em 2021, por informações repassadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Além de aparecer como principal beneficiária das transferências bancárias, a diretora da instituição realizou diversas movimentações para a conta dela e de seu companheiro. Os dois serão indiciados pelos crimes de peculato e estelionato majorado, cujas penas somadas podem chegar a 18 anos de reclusão.

O dinheiro era usado para viagens de lazer e compras incompatíveis com o consumo de uma instituição de educação infantil como bebidas alcoólicas, cigarros, remédio para controle de colesterol, perfume importado e até composto natural para aumento de libido.

A diretora também é investigada por falsificação de documentos para forjar o número de crianças atendidas pela instituição e garantir o aumento de repasses de verbas públicas.

A Justiça determinou o sequestro do imóvel em que funciona a creche, mas a Secretaria municipal de Educação continuará usando o local como creche para não interromper o atendimento às crianças da comunidade.

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