Raquel Antunes da Silva, de 11 anos, morreu após ser imprensada por carro alegórico
Fotos: Reprodução/Twitter
Raquel Antunes da Silva, de 11 anos, morreu após ser imprensada por carro alegórico

Inconformados com a perda de Raquel Antunes da Silva, de 11 anos, familiares e amigos se revoltaram na porta do Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio, após a confirmação da morte.

Eles pediam a responsabilização da escola de samba Em Cima da Hora, proprietária da alegoria envolvida no acidente. Alguns repórteres que tentavam conversar com a mãe da criança, Marcela Portelinha, chegaram a ser ameaçados. Grávida, ela desmaiou e precisou ser atendida e não deu entrevistas.

Pastora e amiga da família, Aline Mota disse ao O DIA que quando Marcela foi procurar Raquel, o acidente já havia acontecido. Elas estavam em uma lanchonete próxima à Sapucaí.

"Eu acho uma negligência da escola em culpar a mãe. Nessa hora não tem culpado. É uma mãe, e quando uma mãe perde, todas perdemos também".

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Aline disse ainda que o hospital não deu informações sobre o quadro da menina durante a manhã.

"Estamos todos em choque. Ontem meia-noite a gente estava na casa da Raquel. Todo mundo chorando, orando, pedindo a Deus mais uma oportunidade pela vida da Raquel. A mãe é uma pessoa de caráter, uma manicure, que batalha para sustentar os filhos. A escola de samba tem que ter respeito em dizer que a mãe não estava olhando a sua filha. Tenham respeito pela mãe! Porque nessa guerra ela não está sozinha, e a gente vai correr atrás. Isso não vai parar! Mais uma causa que eu estou vendo que está impune. Mas não vai ficar, porque enquanto houver vida em mim, eu vou lutar pela causa da Raquel".

Algumas das pessoas que estavam presentes no local gritavam palavras de ordem como "não vai ter carnaval", ameaçando ataear fogo e atrapalhar os desfiles do Grupo Especial, marcados para hoje.

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