Sindicato mantém greve de garis no Rio de Janeiro
Felipe Grinberg / O Globo
Sindicato mantém greve de garis no Rio de Janeiro

O Sindicato dos Empregados de Empresas de Asseio e Conservação do Município do Rio de Janeiro (Siemaco-Rio) vai manter a  greve dos garis  no Rio. A decisão foi tomada numa assembleia que aconteceu depois de uma audiência de conciliação entre a prefeitura e o sindicato, na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). No encontro, foi proposto um acordo de reajuste salarial de 8% para a categoria, além do vale alimentação. Uma nova assembleia está marcada para amanhã.

O reajuste oferecido pela Comlurb será feito em duas parcelas. A primeira, de 6%, será paga imediatamente. Os outros 2% serão pagos em agosto.  O impacto anual do primeiro reajuste gira em torno dos R $300 milhões aos cofres da Comlurb. A segunda parcela viria do adiantamento de um reajuste da correção inflacionária, que deve ser dado em novembro a todo funcionalismo público. A projeção atual da prefeitura é que esse aumento seja em torno de 4% a todos os servidores, o que refletiria num aumento total de 10% para os trabalhadores da Comlurb.

Após a prefeitura negar reajustar outros tópicos da pauta que podem ter impacto orçamentário, a Comlurb também apresentou uma proposta de reajuste de 3% do vale refeição, além da compensação por hora extra das três faltas pelos dias de greve.


 Inicialmente, a prefeitura do Rio ofereceu um reajuste de 5% para o Sindicato da categoria, que rejeitou e pedia aumento de 25%. Quando a greve foi deflagrada, o TRT determinou que a mesma era ilegal e multa diária de R$ 200 mil para o sindicato.

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Apesar da liminar, o sindicato manteve a greve e cerca de 80% dos garis cruzaram os braços. Com o desrespeito à decisão, a presidente do Tribunal Regional do Trabalho Edith Maria Corrêa Tourinho aplicou uma multa de R $400 mil pela paralisação. O sindicato foi notificado da decisão na manhã desta quarta-feira.

"Tudo está a demonstrar em cores vivas o descumprimento da ordem judicial, impondo-se aplicar, desde logo, a astreinte cominada na decisão liminar, garantindo sua efetividade.", afirmou a desembargadora em sua decisão nesta terça-feira.

Durante a audiência, garis realizaram uma manifestação em frente ao Tribunal. Eles cobravam um reajuste salarial maior do que o oferecido pela prefeitura nas primeiras rodadas de negociação.

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