
Um vídeo que exibe o gigante amazônico Pirarucu (Arapaima gigas) sendo alimentado por pedaços de tubarão chamou atenção nas redes sociais.
Um homem oferece o animal aos pirarucus enormes mantidos em aquários e, depois de cortar em pedaços, os alimenta. Os peixes engolem em apenas uma abocanhada.Os aquários mantêm os pirarucus conforme o tamanho, sendo que um dos animais é tão grande que permanece sozinho.
Assista abaixo:
O pirarucu é um peixe de água doce da Amazônia, conhecido pelo porte avantajado. Ele pode passar de 3 metros, chegando até 4,5 metros, e passar de 200 quilogramas.
O criador de conteúdo João Teixeira, da brasiljumbos, destaca a forma com que eles se alimentam, com uma sucção forte e única, como fosse em apenas uma mordida. O pirarucu também recebe um porco filhote e pedaços de carpa na ocasião.
“Se couber na boca, ele vai comer”, destaca João. O vídeo destaca que os animais possuem uma peculiaridade interessante: a língua do pirarucu é óssea, que chega a ser usada como lixadeira na Região Norte do Brasil.
Ela serve para comprimir os alimentos dentro da boca, sem que possam escapar. Por vezes, é possível notar um pouco de sangue na água quando o pirarucu se alimenta. Isso porque a força da língua é suficiente para esmagar as presas dentro da boca.
Alimentação diversa e respiração fora d´água
Pirarucu vem do tupi e significa peixe vermelho. O gigante sul-americano se alimenta principalmente de outros peixes, mas também come frutas, insetos, sementes e até aves ou pequenos macacos, já que consegue se impulsionar para saltar para fora da água.
Segundo o Nat Geo Biographic, outra característica peculiar do pirarucu é a respiração: ele respira apenas fora da água, apesar de ser um peixe. Com isso, precisa passar até 20 minutos submerso e voltar respirar. Normalmente, ficam próximos da superfície.
Eles usam uma bexiga natatória que se abre dentro da boca como fosse um pulmão. A respiração do gigante pode ser ouvida de longe e soa como uma tosse rouca.
O pirarucu é considerado excelente fonte de alimento também. O comportamento próximo da superfície o torna vulnerável para seres humanos, que conseguem acertar arpões e lanças facilmente.
A população sofreu um declínio drástico, mas novas iniciativas de manejo e conservação adotadas por comunidades pesqueiras aumentaram as populações recentemente.