
As campanhas do segundo turno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) começaram essa semana com alguns apoios de ex-presidenciáveis já oficializados; nenhuma surpresa até o momento.
O apoio anunciado mais recentemente foi do partido Novo, de Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais que terminou a disputa no primeiro turno com 326.488 votos, o equivalente a 0,27% dos votos válidos.
Zema já havia declarado apoio a Flávio; agora foi a vez do Novo, nesta quarta (7), durante reunião com integrantes da legenda com o senador, no comitê de campanha, no Lago Sul, bairro nobre de Brasília (DF).
Segundo o presidente da legenda, Eduardo Ribeiro, o objetivo é “tirar o PT e enfrentar os intocáveis” do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele disse ainda que um dos objetivos já foi alcançado, que era eleger uma maioria para mudar o presidente do Senado, atualmente ocupada por Davi Alcolumbre, e “enfrentar os tiranos que abusaram do seu poder no STF”. O próximo objetivo, disse Ribeiro, é derrotar o PT.
Deltan Dallagnol (Novo-PR) e Marcel Van Hattem (Novo-RS) participaram do encontro ao lado da direção da legenda.
PSD
Nesta terça-feira (6), foi o ex-presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) quem oficializou seu apoio a Flávio Bolsonaro, em evento realizado em Goiânia, após uma campanha de primeiro turno com críticas pesadas ao candidato do PL.
O ex-governador de Goiás ficou em quinto lugar na disputa ao Planalto, com 2,18% dos votos válidos no primeiro turno.
Caiado também reforçou que o objetivo é derrotar o PT, afirmando que “tem 40 anos que faz isso”.
O PSD já havia liberado os diretórios estaduais para definirem o apoio no segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, conforma nota divulgada pelo presidente do partido, Gilberto Kassab.
Entre os presentes no anúncio do apoio de Caiado, estavam o candidato derrotado ao governo de Goiás, Wilder Morais (PL), e o governador reeleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB), que é do grupo político de Caiado, também participaram do ato.
Republicanos
Participou ainda o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que já havia declarado apoio a Flavio em caso de segundo turno.
Seu partido, o Republicanos, que optou pela neutralidade no primeiro turno, também oficializou apoio ao candidato do PL nesta quarta, em ato que reuniu o presidente nacional do partido, Marcos Pereira com Tarcício, o senador Cleitinho, eleito para o Governo de Minas, e Otaviano Pivetta, reeleito em Mato Grosso, além dos senadores Hamilton Mourão (RS) e Damares Alves (DF).
Nas eleições deste ano, o Republicanos manteve 41 cadeiras na Câmara dos Deputados e elegeu 2 senadores.
Silêncio
Já o escritor Augusto Cury, candidato pelo Avante, que ficou atrás de Flávio e Lula no segundo turno, com 3,44 milhões de votos, ou 2,89% dos votos válidos, não se posicionou sobre a disputa de 25 de outubro. Logo depois da apuração, ele disse pretende ficar em “silêncio” e está cumprindo o que prometeu.
Cury proibiu seus aliados a apoiarem um dos dois presidenciáveis publicamente e afirmou que cogita deixar a política.
Cortinas vermelhas
Quem também não se pronunciou publicamente sobre apoio no segundo turno foi Renan Santos (Missão), que foi o quarto colocado no domingo, com 2,24% dos votos válidos, o equivalente a cerca de 2.675.665 eleitores em todo o país. Ele liberou seus eleitores para decidir.
Após a apuração, Renan disse que não votaria em nenhum dos dois e que, independentemente de sua posição, considera que a eleição já estaria encaminhada para Flávio Bolsonaro.
No entanto, uma postagem de Renan na terça-feira (6) alimentou a especulação de que ele estaria sinalizando apoio a Lula. O presidente do Missão publicou um vídeo curto, mostrando que havia instalado em sua sala cortinas vermelhas, cor associada historicamente ao PT. O vídeo tem 13 segundos de Renan mostrando as cortinas vermelhas, depois há um corte e ele retoma, desmentindo que estaria declarando apoio a Lula. Veja o vídeo
O segundo turno das eleições será realizado no dia 25 de outubro.