
O Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgou um novo boletim da Operação de Segurança às 11h deste domingo (04), referente ao primeiro turno das Eleições 2026. No primeiro levantamento, a compra de votos aparecia em primeiro lugar. Já no segundo balanço, a propaganda eleitoral irregular passou a liderar os registros, enquanto a boca de urna aparece na terceira posição.
Segundo o relatório, foram contabilizadas, até o momento, 214 ocorrências. Desse total, 175 casos foram classificados como crimes eleitorais. Entre eles, 71 foram registros de propaganda eleitoral irregular.
Em seguida, aparecem compra de votos, c om 46 registros; boca de urna, com 19; outros crimes eleitorais, com 16; e desobediência às ordens da Justiça Eleitoral, com 13 casos, entre outras infrações.

Ao menos 28 pessoas foram detidas por crimes eleitorais em sete estados e no Distrito Federal. Os casos foram registrados em Roraima, Acre, Rondônia, Amapá, Paraíba, Bahia e Minas Gerais, além do Distrito Federal.
Estados com mais ocorrências
Em relação aos estados, o Paraná, que aparecia em terceiro lugar no primeiro balanço, agora lidera os registros, com 27 ocorrências. Na sequência, aparecem Sergipe, com 26; Minas Gerais, com 22; e Pernambuco, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com 18 casos cada.
Ocorrências por município
Entre os municípios, Caruaru (PE) permanece com o maior número de ocorrências, com seis registros. Na sequência, aparecem Aracaju (SE), Blumenau (SC) e São José dos Pinhais (PR), com cinco ocorrências cada.
Nordeste segue na liderança
Na divisão por regiões, o Nordeste concentrou 43,5% das ocorrências, seguido pelo Sul, com 29,4%, e pelo Sudeste, com 12,1%.
Ocorrências têm pico ao meio-dia

A maior parte dos registros ocorreu por volta do meio-dia, com 129 casos. Durante a manhã, entre 9h e 12h, foram contabilizadas 44 ocorrências.
A operação resultou na apreensão de R$ 108.560 em espécie, além de 5.557 itens de material de campanha e 13 veículos. Também foram apreendidas quatro armas.