
O balanço da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, divulgado na manhã deste domingo (27), apontou que 6.347 pessoas foram atingidas pelos fortes temporais de chuva e granizo registrados na noite de sábado (26).
Imagens gravadas por moradores de Santiago, na região central do estado, mostram ruas, estabelecimentos comerciais e quintais cobertos por grandes acúmulos de gelo. Em alguns pontos, as pedras impressionaram pelo tamanho, chegando a comparar-se à palma de uma mão.
Em Alegrete, na fronteira oeste, o Instituto Federal Farroupilha suspendeu as aulas por tempo indefinido após a tempestade causar danos significativos às instalações do campus. Ao todo, o município contabilizou 2 mil pessoas afetadas e 300 residências danificadas. Não há registro de feridos.
Impacto dos temporais no estado
- Pessoas afetadas: 6.347 (4.000 em Santiago e 2.000 em Alegrete)
- Casas danificadas: 1.314 (1.000 em Santiago e 300 em Alegrete)
- Desalojados: 20 pessoas
- Desabrigados: Nenhum
- Vítimas: Nenhum óbito confirmado, em investigação ou pessoa desaparecida
O tempo instável começou a avançar sobre a fronteira oeste ainda na tarde de sábado, atingindo municípios como Barra do Quaraí e Uruguaiana. Em Quaraí, houve forte queda de granizo, enquanto Uruguaiana foi atingida por um temporal no início da noite.
Alerta de tempestades até segunda-feira
A formação de uma área de baixa pressão entre o norte da Argentina e o Paraguai favoreceu a chegada de intensas instabilidades ao estado entre sexta-feira (25) e segunda-feira (28). O cenário levou o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a Climatempo e a Defesa Civil estadual a emitirem alertas preventivos para a população.
Risco de novas enchentes e bloqueios em rodovias
A MetSul adverte que a quantidade de chuva esperada para os próximos dias pode variar de 100 mm a 200 mm em várias áreas, podendo exceder os 300 mm em locais específicos. Com pancadas mais fortes, cresce o perigo de alagamentos rápidos e elevação dos níveis dos rios, o que pode causar novos episódios de enchentes nas bacias do centro, oeste e nordeste do estado e no sul e leste de Santa Catarina.
Além dos problemas gerados pelo acúmulo de água, o solo já encharcado aumenta o risco de deslizamentos em regiões de encostas e morros. As autoridades também alertam sobre possíveis interrupções em estradas rurais, rodovias estaduais e federais, e recomendam que a população evite transitar por áreas alagadas.