Ex-jogador é suspeito de dar golpes e prometer vagas na Alemanhã
Polícia Civil
Ex-jogador é suspeito de dar golpes e prometer vagas na Alemanhã



 Luís Reginaldo Rodrigues de Moraes, 47 anos, foi preso preventivamente por suspeita de estelionato . Segundo a Polícia Civil de Goiás (PCGO), ele oferecia empregos na Alemanha, com promessas de salários de até 3 mil euros, mas para isso os interessados precisavam pagar por " documentos ", " contratos " e " passagens aéreas ". 

A investigação começou após três pedreiros e o filho de um deles procurarem a polícia . Os quatro moravam em Treze Tílias, em Santa Catarina, onde teriam conhecido Luís Reginaldo em um restaurante mantido pelo ex-jogador.

Segundo os relatos, ele apresentou ao grupo a possibilidade de trabalhar na Alemanha e prometeu salários mensais de aproximadamente 3 mil euros, o equivalente a cerca de R$ 18 mil. Os trabalhadores também teriam moradia e alimentação pagas.

Para participar da viagem, o grupo realizou pagamentos destinados a contratos, documentos e passagens aéreas. O prejuízo estimado pelas vítimas chega a R$ 100 mil.

Dois meses longe de casa

Em junho, os quatro deixaram Santa Catarina e viajaram para Goiânia, de onde acreditavam que seguiriam para a Europa. Eles permaneceram aproximadamente dois meses longe das famílias, sem trabalhar e consumindo os recursos que ainda possuíam.

Primeiro, ficaram hospedados na casa da mãe do investigado, em Goiânia. Depois, foram levados para uma chácara em Bonfinópolis, na Região Metropolitana da capital.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo ficou no local sem transporte e sem a assistência que havia sido prometida. Para comprar alimentos, os trabalhadores precisavam caminhar entre 6 e 9 quilômetros. Durante esse período, tentavam obter do ex-jogador informações sobre a data da viagem.

A expectativa de embarque continuou até a ida ao Aeroporto de Brasília. Segundo a investigação, Luís Reginaldo teria pedido que as passagens fossem adquiridas com o cartão de crédito de uma das vítimas.

Os trabalhadores seguiram até o terminal com as malas, mas descobriram que não havia bilhetes emitidos. Sem recursos, permaneceram alguns dias em Brasília, dormiram na rua e dependeram de transferências entre R$ 50 e R$ 100 enviadas por familiares para comprar comida.


O que diz a defesa

A defesa de Luís Reginaldo nega que ele tenha aplicado os golpes e afirma que o ex-jogador agiu dentro da lei. Segundo o advogado, havia um contrato formal relacionado à viagem dos trabalhadores.

O dinheiro recebido teria sido repassado a um intermediário que mora na Alemanha e ficaria responsável pela compra das passagens. A defesa sustenta que esse homem se apropriou dos valores e prejudicou tanto os trabalhadores quanto o próprio Luís Reginaldo.

A Polícia Civil divulgou a imagem de Luís Reginaldo para localizar outras pessoas que possam ter sido abordadas pelo investigado. A apuração continua para identificar eventuais participantes do esquema e esclarecer como as vítimas eram atraídas e como os pagamentos eram recebidos.

Passaportes com identidades diferentes

Durante as buscas, a polícia apreendeu três passaportes com fotografias atribuídas ao ex-jogador, mas com nomes, datas de nascimento e locais de origem diferentes. Os documentos passarão por perícia para que seja verificado se são autênticos ou falsificados.

Os policiais também encontraram munições. Por causa do material, Luís Reginaldo será investigado por posse irregular de munição, além da suspeita de estelionato.

A ordem judicial de bloqueio dos bens busca preservar recursos para um possível ressarcimento das vítimas, caso as suspeitas sejam confirmadas.


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