
Depois de registrar temperaturas de até 41,4°C em um dos picos de calor de agosto, Goiás pode ter o segundo dia seguido de chuvas. Durante a madrugada de terça-feira (1°) pra quarta-feira (2), preciptações foram relatadas em diversas cidades, inclusive na Capital, Goiânia.
Para esta quarta, o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo) prevê possibilidade de chuvas concentradas na região Centro-Sul. O prognóstico, entretanto, é insuficiente para reverter a estiagem, que já ultrapassa 80 dias em algumas regiões do estado.
A temperatura de 41,4°C foi registrada em 10 de agosto na Cidade de Goiás, medição que colocou o município como o mais quente do país naquele dia. São Miguel do Araguaia também superou os 41°C, com máxima de 41,1°C.
Apesar da perda de força do calor em parte de Goiás, as temperaturas continuam elevadas, em especial nas regiões Norte e Oeste, com previsão de máximas de até 40°C. No Leste, os termômetros podem alcançar 37°C; na região Central, 38°C; e, no Sul e Sudoeste, 35°C.
A passagem de uma frente fria pela Região Sudeste favorece a formação de áreas de instabilidade no Centro-Sul goiano. O Cimehgo estima acumulados isolados de até 8 milímetros nas regiões Sul e Sudoeste e de 5 milímetros na região Central.
A previsão também é de chuva para Goiânia com temperaturas entre 19°C e 35°C, umidade mínima de 18% e acumulado de aproximadamente 1 milímetro. O instituto prevê muitas nuvens, com possibilidade de rajadas de ventos durante a tarde.
Risco de incêndios diminui, mas permanece espalhado
O número de municípios goianos que reúnem condições meteorológicas críticas para incêndios caiu de 209, na terça-feira (1º), para 183 nesta quarta. A redução foi de 26 cidades, equivalente a 12,4%, segundo a comparação entre os dois boletins consecutivos do Cimehgo. Ainda assim, o total atual corresponde a 74,4% dos municípios do estado.
A classificação considera o chamado “Fator 30-30-30”: temperatura igual ou superior a 30°C, umidade relativa abaixo de 30% e presença de ventos moderados ou fortes. A combinação facilita a ignição e a propagação das chamas, mas não significa que necessariamente haverá incêndios.