Grupo apura existência de esquema de manipulação de resultados em eventos esportivos
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Grupo apura existência de esquema de manipulação de resultados em eventos esportivos

O Ministério Público de Goiás (MPGO) cumpriu, na manhã desta quinta-feira (06), dois mandados de busca e apreensão em uma investigação sobre a possível existência de um esquema de manipulação de resultados em eventos esportivos.

As diligências são conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial em Grandes Eventos Esportivos (Gaege). Os mandados foram autorizados pela Justiça a pedido do MPGO, com o objetivo de localizar e preservar provas e identificar eventuais responsáveis.

O órgão não informou a modalidade esportiva investigada, os locais das buscas nem a identidade dos alvos. Segundo o MPGO, os detalhes permanecerão sob sigilo para evitar prejuízos às diligências ainda em andamento.

Também não foi informado se a nova investigação possui alguma ligação com a Operação Penalidade Máxima, que revelou um esquema nacional de manipulação de partidas de futebol.

MPGO revelou esquema nacional no futebol

(Gaeco) conduzirem uma das maiores investigações sobre manipulação esportiva já realizadas no país.

A Operação Penalidade Máxima foi deflagrada em fevereiro de 2023, inicialmente para investigar fraudes em partidas da Série B do Campeonato Brasileiro. O caso começou após o presidente do Vila Nova apresentar indícios de que jogadores teriam sido procurados para provocar pênaltis durante os jogos.

Com o aprofundamento das investigações, o MPGO identificou um grupo suspeito de oferecer dinheiro a atletas para que provocassem cartões, pênaltis e outros eventos previamente combinados. As ações permitiriam que os envolvidos lucrassem em plataformas de apostas esportivas.

A operação avançou sobre jogos das séries A e B do Campeonato Brasileiro e de campeonatos estaduais. Em uma das denúncias, 16 pessoas foram acusadas de participação em fraudes relacionadas a 13 partidas, oito delas da Série A.

Em agosto de 2025, três réus foram condenados na primeira sentença criminal decorrente da operação. As penas variaram de cinco anos e nove meses a 22 anos e dez meses de prisão. Os condenados também foram obrigados a pagar, de forma conjunta, R$ 2 milhões por danos morais coletivos.


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