Um morador de Indiara, no sul de Goiás, passou a noite em frente ao Hospital Estadual de São Luís de Montes Belos
depois de ser deixado no local por uma ambulância
da prefeitura e não conseguir retornar para casa
. O caso aconteceu entre a noite de domingo (4) e a manhã de segunda-feira (5) e envolve o jovem Natan Moreira dos Reis, de 26 anos. A informação é do site Mais Goiás.
Natan havia sofrido um acidente de moto e, após os primeiros atendimentos em Indiara, foi encaminhado para avaliação especializada no hospital estadual. Segundo o paciente, a ambulância chegou à unidade, o motorista abriu a porta e deixou o paciente no local, sem aguardar o desfecho do atendimento médico. O acompanhante, autorizado a viajar, não pôde entrar no hospital.
Dentro da unidade, Natan passou por novo exame de imagem. O médico descartou a necessidade de cirurgia e optou apenas pelo engessamento do braço, procedimento considerado rápido. Ao sair do hospital, no entanto, o jovem constatou que a ambulância já havia deixado São Luís de Montes Belos.
Sem transporte e sem respostas, Natan e o primo permaneceram do lado de fora do hospital durante toda a madrugada. Eles utilizaram bancos da área externa para descansar e entraram na unidade apenas para beber água e usar o banheiro. Tentativas de contato com responsáveis pelo transporte da Secretaria de Saúde de Indiara não tiveram retorno, segundo o relato do paciente.
Funcionários do próprio hospital estadual também tentaram intermediar contato com a coordenação de transportes do município, mas não obtiveram sucesso. Na manhã seguinte, uma funcionária da unidade ofereceu café e pães de queijo ao paciente, único alimento recebido até o retorno para casa. Natan destacou que o atendimento médico foi adequado e que a situação não foi causada pelo hospital estadual.
O resgate só ocorreu na manhã de segunda-feira, quando um veículo saiu de Indiara para buscá-lo. O retorno aconteceu no fim da manhã.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Indiara informou que a transferência havia sido autorizada pelo sistema de regulação estadual para internação e cirurgia, com leito reservado.
Segundo a pasta, a situação mudou após a equipe médica do hospital estadual optar pela alta do paciente, decisão que divergiu da regulação inicialmente aprovada.