Paulinho da Força (Solidariedade), que foi relator do PL na Câmara
Valter Campanato/Agência Brasil
Paulinho da Força (Solidariedade), que foi relator do PL na Câmara

Parlamentares de oposição reagiram ao veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Projeto de Lei da Dosimetria, nesta quinta-feira (8), A assinatura ocorreu durante uma cerimônia no Palácio do Planalto que marcou os três anos do fatídico 8 de janeiro, quando manifestantes bolsonaristas invadiram e depredaram os prédios dos Três Poderes.

O  PL da Dosimetria reduziria penas do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros condenados por atos golpistas, inclusive pelos  episódios de vandalismo de 8 de janeiro de 2023.

Leia mais:  Lula veta PL da dosimetria, que beneficia condenados do 8/1

Em resposta ao veto de Lula, por iniciativa é da deputada Carol De Toni (PL), a oposição apresentou um requerimento para pedir a realização ainda em janeiro de uma sessão do Congresso Nacional para derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Outros parlamentares contrários ao veto se manifestaram nas redes sociais, entre eles o deputado Paulinho da Força (Solidariedade), presidente do partido e relator do projeto na Câmara.

Em vídeo, ele afirmou que o presidente Lula rasgou a bandeira da paz entregue pelo Congresso. Mencionou que até os Estados Unidos elogiaram o PL da Dosimetria

"O Brasil buscava estabilidade, pacificação e maturidade institucional [com o projeto], mas o Lula decidiu fazer o contrário. Foi ao terreno já pacificado e jogou gasolina; preferiu o confronto ao diálogo, preferiu atenção ao entendimento. Ignorou o Congresso e desrespeitou a construção coletiva", declarou.

Paulinho da Força reafirmou que dosimetria não é anistia e não apaga crimes; é justiça proporcional, é previsibilidade jurídica e respeito à Constituição

"Com o veto ao PL da Dosimetria, o Lula acabou do que confirmar o que todo mundo já sabe: o governo não quer paz, não quer olhar pra frente, não quer pensar no futuro do Brasil. Vamos seguir firmes na missão de pacificar o Brasil e lutar agora para derrubar o veto do presidente no Congresso Nacional", acrescentou.

"Veto é recado político"

Também nas redes sociais, o deputado Sóstenes Cavalcante (PL), líder do partido na Câmara, publicou um texto em suas redes sociais no qual afirmou que o veto ao PL da Dosimetria não é um detalhe jurídico; é um recado político.

Sóstenes Cavalcante, líde do PL na Câmara
Foto: Câmara dos deputados
Sóstenes Cavalcante, líde do PL na Câmara


"Lula vetou para preservar um sistema onde a lei deixa de ser parâmetro e passa a ser ferramenta. Onde a dosimetria não busca justiça, mas exemplaridade punitiva. Onde o cálculo da pena serve para esmagar, não para corrigir. O Congresso fez sua parte. Corrigiu excessos. Buscou equilíbrio. Tentou devolver racionalidade ao processo penal. O veto ignora isso tudo e rasga a vontade soberana do Parlamento", disse.

Em outro trecho de sua postagem, diz que" o Parlamento não aceitará ser reduzido a espectador do arbítrio".

"Quando o Estado abandona a proporcionalidade, ele abandona a Justiça. Quando o Executivo veta o equilíbrio, escolhe o conflito institucional. Quando o Parlamento reage, a democracia respira. A Constituição não é do governo. Não é de um projeto de poder. Ela é do povo brasileiro. E a história cobrará, com rigor, quem teve a chance de agir e não agiu", destacou.

"Não quer paz"

Senador Flávio Bolsonaro (PL)
Wilson Dias / Agencia Brasil
Senador Flávio Bolsonaro (PL)

Pré-candidato à presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL) também se manifestou, afirmando que a atitude de Lula demonstra que ele “não quer paz”.

Segundo ele, "o que se vê é perseguição política escancarada, seletiva e injusta”.

“Na primeira sessão do Congresso Nacional, vamos trabalhar para derrubar esse veto. Chega de inversão de valores. O Brasil precisa de justiça, segurança e respeito ao cidadão de bem”, escreveu o filho do  ex-presidente Jair Bolsonaro.

A data do início dos trabalhos do Congresso neste ano ainda não foi definida. O anúncio precisa ser feito pelo presidente do Congresso e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), mas a expectativa é de que em fevereiro deputados e senadores retornem às atividades parlamentares.

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