O influenciador Douglas de Paula denunciou o caso em dezembro de 2024
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O influenciador Douglas de Paula denunciou o caso em dezembro de 2024

Um publicitário foi condenado pela Justiça de Minas Gerais por injúria racial contra o influenciador digital Douglas de Paula, conhecido como Dodô, ao compará-lo a escravizados. O caso ocorreu em 2024 e teve seu desfecho nesta semana.

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O agressor foi condenado a dois anos de reclusão convertidos em prestação de serviços. Ele também deverá pagar dois salários mínimos de indenização à vítima. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) divulgou a condenação nesta quinta-feira (11).

Injúria racial

Ministério Público de Minas Gerais havia pedido a condenação do réu na Justiça
Reprodução/MPMG
Ministério Público de Minas Gerais havia pedido a condenação do réu na Justiça


Segundo a acusação, o réu se aproximou da vítima em uma casa noturna de Belo Horizonte e disse: "você tem o sorriso bonito, se fosse escravo seria caríssimo". Após a comparação, o agressor voltou a afirmar: "eu sou formado em história e aprendi na faculdade que os negros que tinham os dentes mais bonitos eram os mais caros".

O caso foi formalizado em um boletim de ocorrência em dezembro do ano passado. Segundo o registro, as frases mencionadas foram relatadas pela vítima e confirmadas por testemunhas.

Na sentença, a Justiça rejeitou o argumento da defesa de que não houve dolo, sustentado na alegação de que o elogio ocorreu em clima de brincadeira e sob efeito de álcool.

"Ao associar a beleza de um homem negro ao seu valor de mercado como escravo, o réu não está elogiando, mas reproduz referência discriminatória fundada na lógica de objetificação de pessoas negras", afirmou o juiz na sentença.


Vítima se pronunciou

O influenciador digital Dodô publicou um vídeo nas redes sociais na época do crime relatando que "o que era para ser uma noite de diversão se tornou um pesadelo".

Ele também contou que o publicitário chegou a pedir desculpas e alegou estar embriagado, e que tinha achado Douglas um homem bonito. Segundo a publicação, o homem chegou a ser preso, mas foi liberado por falta de provas.

"Essas palavras não saem da minha cabeça. Mesmo após a apresentação de seis testemunhas, a polícia concluiu que não havia provas suficientes para justificar a prisão em flagrante do agressor", contou o influenciador.


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