Somente em 2025, o DF já registrou dez feminicídios
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Somente em 2025, o DF já registrou dez feminicídios

O Movimento Nacional Levante Mulheres Vivas realiza neste domingo (7) uma série de atos simultâneos em resposta à escalada da violência contra mulheres no país. As mobilizações ocorrem em todas as regiões, em diferentes horários, e contam com apoio de parlamentares e movimentos sociais.

Retrato:  Militar morta em incêndio foi vítima de feminicídio, aponta PCDF

Em São Paulo, o principal ato está marcado para 14h, no vão do Masp. Outras cidades paulistas, como Campinas, Sorocaba, São José dos Campos, Bauru, Botucatu, Ubatuba, Ilhabela e São José do Rio Preto também confirmaram participação.

Dados do Instituto Sou da Paz apontam aumento de 10,1% nos feminicídios em São Paulo entre janeiro e outubro, na comparação com o ano anterior. Especialistas destacam falhas na atuação das forças de segurança, que deixam “brechas” para a violência avançar.

O tema também tem sido citado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defendeu uma campanha nacional para combater agressões e feminicídios.

Onde haverá atos neste domingo (7):

  • Brasília (DF): 10h – Feira da Torre de TV
  • São Paulo (SP): 14h – Vão do Masp
  • Rio de Janeiro (RJ): 12h – Posto 5, Copacabana
  • Curitiba (PR): 10h – Praça João Cândido (Largo da Ordem)
  • Cuiabá (MT): 14h – Praça Santos Dumond
  • Campo Grande (MS): 13h – Aquário do Pantanal
  • Manaus (AM): 17h – Largo São Sebastião
  • Parnaíba (PI): 16h – Parnaíba Shopping
  • Belo Horizonte (MG): 11h – Praça Raul Soares
  • Porto Alegre (RS): 17h – Praça da Matriz
  • São José dos Campos (SP): 15h – Largo São Benedito
  • Salvador (BA): 10h – Barra (Cristo ao Farol)
  • São Luís (MA): 9h – Praça da Igreja do Carmo (Feirinha)
  • Belém (PA): 8h – Boulevard Gastronomia
  • Teresina (PI): 17h – Praça Pedro II
  • Roraima (RR): 16h30 – Assembleia Legislativa

Escalada de crimes reacende alerta nacional

O chamado às ruas ocorre em meio a uma sucessão de casos brutais. Nas últimas semanas, crimes em Florianópolis, Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo chocaram o país: mulheres foram estupradas, assassinadas por ex-companheiros, mortas a tiros e até atropeladas e arrastadas, caso em que a vítima teve as pernas amputadas.

O Brasil registrou em 2024 o maior número de feminicídios da série histórica: 1.492 casos, segundo dados oficiais. Só na cidade de São Paulo, foram 53 crimes no ano, o maior número desde o início do monitoramento. No estado, os assassinatos de mulheres em vias públicas quase dobraram em relação ao ano anterior (de 33 para 48).

Caso mais recente: militar carbonizada no DF

Na sexta-feira (5), um novo caso de feminicídio ocorreu no Distrito Federal: a militar Maria de Lourdes Freire Matos, 25, foi encontrada carbonizada nas instalações do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas, em Brasília.

A Polícia Civil do DF informou ao Portal iG que a vítima tinha lesões compatíveis com agressão. Um jovem de 21 anos confessou ter desferido um golpe de faca no pescoço dela durante uma discussão, antes de provocar o incêndio.

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