Traficante citou empresa de Renato Cariani em esquema de desvio de produtos químicos
Reprodução Instagram @renato_cariani - 13.08.2023
Traficante citou empresa de Renato Cariani em esquema de desvio de produtos químicos

Em depoimento à Polícia Federal, um homem condenado por tráfico de drogas citou a empresa química Anidrol, que tem o  influenciador fitness Renato Cariani como um dos sócios, dizendo que recebia material da própria companhia. O criminoso foi encontrado com produtos da empresa.

Na última terça-feira (12), a  Anidrol, Renato Cariani, e outras 12 pessoas foram alvo da Operação Hinsberg. Na ocasião, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços de São Paulo, Paraná e Minas Gerais. Entre os endereços investigados estão a sede da Anidrol, em Diadema (SP), e a mansão do influenciador, que é sócio da empresa desde 2008.

Durante as investigações, a PF apontou que Cariani usava o nome de farmacêuticas para  mascarar um esquema de desvio de produtos químicos usados para a produção de drogas. Como foi mostrado pelo programa Fantástico , da TV Globo , nesse domingo (17), os agentes realizaram um levantamento que indica uma estimativa dos repasses para o crime, realizado como transações legais em nome de grandes indústrias.

A PF aponta, para uma das supostas empresas, as vendas de:

  • Três tipos de solventes, sendo 2.050 litros desviados, que podem produzir 1.640kg de cocaína;
  • Substâncias em pó que podem ser usadas para adulterar a mesma droga e poderiam produzir 15,8 toneladas da droga;
  • 4.875kg de fenacetina, que podem ser usadas para produzir 12,2 toneladas de crack.

Em 2015, a  Anidrol  esteve na mira da Receita Federal após supostas transações com a multinacional AstraZeneca. A empresa disse, no entanto, que os produtos químicos não ingressaram em suas dependências e que não adquire as substâncias de fornecedores nacionais.

Conforme as investigações, um condenado por tráfico de drogas afirmou em depoimento à polícia, em 2016, que buscava produtos usados na produção de drogas na Anidrol.

No caso da AstraZeneca, Cariani mostrou à Polícia Civil uma troca de e-mail com Augusto Guerra, um suposto representando da farmacêutica, que assinava diretor nacional de compras da empresa. O caso foi arquivado neste ano e o inquérito nunca chegou a apontar quem seria Augusto.

Conforme as investigações, o suposto diretor da AstraZeneca foi apontado como nome fictício usado por Fábio Spinola, que é dono de uma loja de estética automotiva em Diadema (SP). De acordo com a polícia, o homem teria criado o e-mail falso e, no celular dele, foram encontrados dados sobre o endereço eletrônico usado nas comunicações com a empresa.

Spinola também foi alvo da Operação Downfall no início deste ano. A ação tinha como objetivo desarticular um esquema de carregamento de drogas em cascos de navios que iam para a Europa com a ajuda de mergulhadores.

Ele foi solto em novembro e, na operação desta semana, foi encontrado usando tornozeleira eletrônica e com R$ 100 mil em dinheiro em sua casa.

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