Clima de tensão no Alemão
Reprodução - 21.07.2022
Clima de tensão no Alemão

Nesta sexta-feira (22), subiu para 19 o número de mortos após segundo dia da ação policial no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro . Uma mulher, identificada como Solange Mendes da Silva, de 49 anos, morreu ao ser atingida por um tiro na região.

A vítima chegou a ser encaminhada ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, mas chegou no local já sem vida. A família está no hospital, sendo assistida pelo Núcleo de Atendimento à Família (NAF), com apoio de assistente social e da psicóloga. O corpo vai ser levado ao Instituto Médico Legal (IML).

Com o número de mortos chegando a 19, a ação se tornou a quarta mais letal da história do Rio de Janeiro, junto com outra operação na mesma comunidade, que ocorreu em junho de 2017.

Renato dos Santos, presidente da associação de moradores, lamentou a morte da comerciante, que atuava há anos no Complexo do Alemão.

"Ela é uma das maiores comerciantes ali, que já faz um comércio de quentinha há muitos anos, conhecida por muitas pessoas ali. Sempre está acontecendo essa covardia com os moradores, a gente fica muito triste, já aconteceu ontem o que aconteceu [a operação], e hoje a gente acorda com essa notícia", disse ele.

De acordo com o pastor Carlos Alberto Oliveira, ex-vizinho de Solange e amigo da família, a mulher foi atingida por volta das 8h.

"Ela era uma pessoa de bem, trabalhadora, vendia comida para a comunidade quase inteira e agora a gente se depara com essa notícia. Na realidade, ela estava comprando alguma coisa justamente para botar comida para tocar de tarde", explicou ele.

Carlos ainda lamentou a morte de sua ex-vizinha e contou que chegava no local onde a vítima foi atingida no momento em que ela estava sendo socorrida. "É uma guerra que não tem fim, e como sempre, quem paga o pato é o trabalhador de bem, como ela. Eu fui aluno dela de explicadora e também era vizinho dela. Ontem à noite nós estávamos juntos", lamentou.

Além de Solange, entre os mortos estão um policial militar atacado dentro da base da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), o cabo Bruno de Paula Costa, de 38 anos, e uma mulher, identificada como Letícia Marinho Salles, de 50 anos, que passava de carro no local .

Durante dez horas, agentes da Polícia Civil e da PM vasculharam as comunidades da região, que teve as principais vias fechadas, assim como postos de saúde, escolas e quase todo o comércio.

Segundo a PM, criminosos reagiram com balas traçantes contra helicópteros das forças de segurança, em imagens que chocaram as redes sociais, e empregando táticas de guerrilha, como o uso de óleo em ladeiras para atrapalhar o avanço dos veículos blindados.

Ao fim da ação, a PM divulgou que foram apreendidos quatro fuzis, duas pistolas e uma metralhadora .50, destinada a abater aeronaves, além de 56 artefatos explosivos.

— Com informações de Agência O Globo e O Dia

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