Bolsonaro ligou para familiares do cabo da PM que morreu durante operação no Rio
Reprodução/YouTube - 22.07.2022
Bolsonaro ligou para familiares do cabo da PM que morreu durante operação no Rio

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira que ligou para os familiares do cabo da Polícia Militar Bruno Costa, de 38 anos, que morreu durante confronto no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio . Outras 17 pessoas também morreram durante a operação. 

O presidente foi questionado sobre as outras vítimas, mas disse para os jornalistas se solidarizem com os familiares.

“Você se solidarize com essas pessoas, tá ok?”, disse Bolsonaro, durante visita a um posto de gasolina em Brasília.

Entre as vítimas, está Letícia Marinho Salles, de 50 anos, mãe de três filhos. Bolsonaro foi questionado se seria solidário à essa família também.

“Não vou entrar em detalhe aqui. Não, não, não. Se essa mãe é inocente…Se eu ligar para todo mundo que morre todo dia, eu tô… Esse fato deu repercussão, é um cabo para-quedista, é meu irmão e ponto final. Parabéns à Polícia Militar aí”, afirmou.

Nesta quinta-feira, Bolsonaro também lamentou a morte do cabo durante a sua live semanal, sem comentar sobre as outras 17 mortes que ocorreram durante a operação.

“Nossos sentimentos à família, lamentamos o ocorrido, e obviamente, né. Até hoje, o Rio de Janeiro tem área de exclusão, onde a Polícia Militar não pode agir, por decisão do Supremo Tribunal Federal e a bandidagem cresce nessa área. E a polícia militar fica com dificuldade de combater esses marginais.”

No início do ano, o STF julgou a ação conhecida como "ADPF das Favelas", que trata de medidas para o combate à letalidade em operações policiais no Rio de Janeiro. 

A ação prevê que as polícias justifiquem a "excepcionalidade" para a realização de uma operação policial numa favela durante a pandemia. Antes, essas restrições estavam em vigor por força de liminar dada pelo ministro Edson Fachin.


A "ADPF das Favelas" foi proposta pelo PSB em novembro de 2019, mas só entrou em vigor em junho de 2020. Trata-se de uma ação coletiva com a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, Educafro, Justiça Global, Redes da Maré, Conectas Direitos Humanos, Movimento Negro Unificado, Iser, Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial/IDMJR, Coletivo Papo Reto, Coletivo Fala Akari, Rede de Comunidades e Movimento contra a Violência, Mães de Manguinhos.

Bolsonaro comparou a decisão do STF com um filme de cowboy e disse que quanto mais "protegida" é a área, mais armados ficam os criminosos.

“É algo parecido quando a gente via filme de cowboy no passado, quando alguém cometia um crime nos Estados Unidos e ele fugia. Quando chegava no México, a patrulha americana não podia entrar naquele estado, e ele tava em paz no México. A mesma coisa acontece no Rio de Janeiro. Nessas áreas protegidas no STF, quanto mais protegido, melhores armados vão ficando e quando entram em ação o lado de cá, lado da lei, por mtas vezes sofre baixas como aqui do prezado paraquedista cabo de Paula. Nosso sentimentos aos familiares que deus conforte ai acolha o de Paula na sua infinita bondade.”

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