José Guaranho, policial que matou o petista Marcelo Arruda
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José Guaranho, policial que matou o petista Marcelo Arruda

A delegada-chefe da da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, Camila Cecconello, responsável pelo caso do assassinato do militante petista e guarda municipal Marcelo Arruda em Foz do Iguaçu (PR), declarou que a perícia no celular do policial penal Jorge Guaranho pode trazer elementos que alterem a investigação do caso. A afirmação da delegada ocorreu horas após a Polícia Civil do Paraná afirmar no inquérito que o homicídio de Arruda não pode ser considerado crime de ódio. O desfecho foi contestado por alguns criminalistas ouvidos pelo GLOBO. Em suas redes sociais, Guaranho demonstra apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL).

De acordo com Cecconello, a partir dos dados colhidos no aparelho será é possível saber se Guaranho pode ter comentado que iria fazer algo na noite de sábado, antes do crime ocorrer.

"A primeira providência que nós tomamos foi solicitar e foi tentar descobrir quem estava na posse desse celular, e imediatamente representamos pela apreensão do celular e pela autorização para acesso. E extração dos conteúdos desse celular é importante sim, porque no celular muitas vezes o autor pode ter comentado que ia fazer, pode ter dado alguma opinião. Então, a análise do celular é muito importante sim e pode trazer algum elemento novo na investigação", disse Cecconello em entrevista a GloboNews.

Mais cedo, na sexta-feira, Cecconello afirmou ser "difícil" afirmar que Arruda foi morto pelo fato de ser petista. Segundo ela, o guarda municipal teria sido assassinado por conta da "escalada da discussão" com Guaranho. O policial penal será indiciado por homicídio duplamente qualificado, pelo motivo torpe e por causar perigo comum a terceiros. Ele está internado em estado grave e teve a prisão preventiva decretada.

A conclusão da polícia civil teve reação imediata do PT. Presidente da sigla, Gleisi Hoffmann reagiu ao inquérito afirmando que as provas colhidas pela polícia mostram que Guaranho foi à festa "de caso pensado, para agredir e ofender exclusivamente por Motivação Política”. Gleisi questionou a decisão, afirmando que insistir em concluir que o caso foi de motivação pessoal era “exatamente a versão que Bolsonaro e seu vice Mourão querem impor”.

O PT anunciou um ato pela para em memória de Arruda para este domingo. O ato é organizado por familiares, amigos e entidades sociais. O evento será pela manhã, na Praça da Paz.

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