O agente penal petista e o guarda municipal bolsonarista, que protagonizaram a troca de tiros em Foz do Iguaçu
Reprodução - 11.07.2022
O agente penal petista e o guarda municipal bolsonarista, que protagonizaram a troca de tiros em Foz do Iguaçu

Polícia Civil do Paraná indiciou o policial penal Jorge José da Rocha Guaranho por homicídio duplamente qualificado - por motivo torpe e por causar perigo a outras pessoas - nesta sexta-feira (15).

O agente bolsonarista assassinou o tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) de Foz do Iguaçu e guarda municipal, Marcelo Arruda, no último sábado (9).

No entanto, apesar de dizer que Guaranho foi à festa de aniversário de Arruda para "provocar" o aniversariante - que ele nem conhecia - por conta do tema da festa ser do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a delegada Camila Cecconello diz que não há motivação política.

"Não há provas de que ele voltou para cometer crime político. É difícil falar que ele matou pelo fato de a vítima ser petista.

Ele voltou porque se mostrou ofendido e humilhado pelo acirramento da discussão", dando a entender que a vítima teria provocado a ação.
Questionada sobre porque descartava a questão do crime político, Cecconello afirmou que se baseou no depoimento da esposa de Guaranho.

O advogado dos familiares de Arruda já informou que discorda do indiciamento e que vai aguardar a "posição do Ministério Público".

Além disso, Cecconello confirmou que encerrou o inquérito, apenas em quatro dias, sem usar as informações da polícia científica sobre o celular do atirador ou ter mais dados sobre as imagens do local.

O crime - Segundo a delegada, Guaranho soube da festa no clube com temática do PT por meio de um sócio do local, que tinha acesso às câmeras de segurança e mostrou imagens do celular para um grupo de amigos que estava em um churrasco em um ponto próximo.

Ainda conforme o depoimento desse homem, o agente não fez nenhuma manifestação e apenas perguntou onde era a festa. Ao sair do local, com a esposa e um bebê, foi até onde a festa privada ocorria, com uma música alta no carro da campanha do presidente Jair Bolsonaro.

Arruda então saiu para ver do que se tratava e os dois discutiram, com o petista jogando um punhado de areia contra o carro - que teria atingido a esposa. A mulher então pediu para Guaranho ir embora. Nesse momento, o bolsonarista empunhou a arma e ameaça atirar.

Depois de apelos da esposa, eles vão embora. Os parentes de Arruda, então, foram até o porteiro do clube e pediram para que o portão fosse fechado para impedir que Guaranho voltasse.

No entanto, o agente voltou ao local, forçou a abertura do portão sozinho e já desceu do carro com arma em punho. Segundos depois, Guaranho começa a disparar e há trocas de tiros. Arruda chegou a ser atendido, mas morreu no hospital. Já o agente continua internado.

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