Dilma afirma que guerra na Ucrânia vai promover mudanças econômicas e sociais no mundo globalizado
Wilson Dias/Agência Brasil
Dilma afirma que guerra na Ucrânia vai promover mudanças econômicas e sociais no mundo globalizado


A ex-presidente Dilma Rousseff, afirmou, neste sábado (23), que é contrária às sanções econômicas impostas à Rússia devido a invasão que vem sendo realizada na Ucrânia .

Ela citou o embargo que os Estados Unidos impõem a Cuba, há 60 anos, e à Venazuela, desde 2017, para ressaltar que este tipo de medida colabora para a produção de fome e miséria nos países sancionados.

“Somos, da nossa parte, contrários a qualquer política de intervenção econômica baseada em sanções, até porque tal política só produziu mortes, fome e miséria. Temos dois terríveis exemplos, os 60 anos de sistemáticas sanções aplicadas contra Cuba e as recentes sanções contra a Venezuela durante uma pandemia, que provocaram danos à população daqueles países e não alteraram os seus regimes”, ressaltou.


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A fala de Dilma foi feita durante o Brazil Summit Europe, evento realizado em Berlim e organizado por alunos brasileiros da Hertie School. 

A ex-presidente também destacou que a guerra na Ucrânia vai promover alterações econômicas e sociais no mundo globalizado, e que as sanções vão remodelar a economia mundial.

“A invasão da Ucrânia pela Rússia tem sem dúvida consequências econômicas e sociais sobre todos os países do mundo globalizado, mesmo que a globalização já viesse se enfraquecendo desde pelo menos a crise de 2008. As sanções fazem parte da guerra, por outros meios. E essas sanções têm o potencial de remodelar a economia mundial, trazendo as cadeias globais de fornecedores para dentro dos países ou para mais próximo de cada uma das regiões”, destacou.

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