Mariana (à esquerda) com a irmã Mary Helen
Reprodução/Arquivo pessoal
Mariana (à esquerda) com a irmã Mary Helen

A defesa da brasileira presa na Tailândia por suspeita de tráfico de drogas pede ajuda à Embaixada do Brasil para informá-la  sobre a morte de sua mãe em Minas Gerais. O advogado Telêmaco Marrace disse que tentou entrar em contato com a prisão de Samut Prakan, onde está Mary Hellen Coelho, na madrugada desta sexta-feira, dia 15, mas não conseguiu transmitir a mensagem devido à barreira linguística.

"Infelizmente não encontrei ninguém que fosse fluente na língua inglesa e me atenderam no idioma tailandês", afirmou Marrace.

Diante da dificuldade, considerando que já faz dois dias da morte de Thelma Coelho, que estava com câncer, o advogado pediu ajuda à Embaixada do Brasil em Bangkok.

"Falei com o agente consular Alberto, informei ao mesmo sobre o falecimento da senhora Thelma Coelho, mãe de Mary Hellen Coelho", contou, destacando ter enviado e-mail e mensagens por WhatsApp, além de fazer o telefonema ao responsável no plantão pela missão diplomática na Tailândia.

Apesar de tudo, ao conversar sobre o caso com uma colega de profissão tailandesa, chamada Yai Nancy, Marrace disse ter tido acesso a boas notícias. Segundo ele, Nancy afirmou ter a "impressão de que a prisão é muito generosa e gentil, espaço amplo, bom ar fora da congestionada Bangkok".

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"Eles até dão vacinas contra Covid-19 aos presos... De alguma forma, Hellen estará em boas mãos. E os tailandeses costumam ser amigáveis com os estrangeiros, somos pessoas de bom coração mesmo", apazigou a estrangeira.

Para Nancy, a participação mais ativa do embaixador pode ser "primordial para o desfecho do caso, fazendo o papel diplomático junto à realeza da Tailândia".

"Afinal é uma brasileira que está pedindo ajuda, à mercê das autoridades tailandesas — avaliou Marrace, citando a visão da colega de que a "única pessoa" que poderia dar o perdão à Mary Hellen é o Rei Rama 10".

Por enquanto, o único contato que Mary Hellen teve com sua família ocorreu por meio de uma carta recebida no início deste mês. Ela foi presa em fevereiro após ser flagrada pelas autoridades locais com 15,5 quilos de cocaína no aeroporto Suvarnabhumi, avaliada em 46,5 milhões de baht (R$ 7,3 milhões), conforme informou a Alfândega tailandesa. A droga, totalizada em 15,5 quilos, estava escondida nas malas de Mary Hellen e outros dois homens, também presos.

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