Prevent Senior
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O grupo de trabalho do Ministério Público de São Paulo que vai investigar as mortes de pacientes da  Prevent Senior começa a ouvir ainda esta semana parentes de familiares e um paciente do plano de saúde. Os depoimentos deverão ocorrer na quinta e na sexta-feira. O promotor Everton Zanella, que coordena a força-tarefa, informou que na quarta-feira os promotores vão discutir os próximos passos da investigação e analisar documentos recebidos da empresa.

A Prevent Senior afirma que as acusações são infundadas e que provará isso no decorrer das investigações.

Segundo Zanella, a investigação do MP tem como foco apurar se houve mortes provocadas por uso indevido de medicamentos e ocorre no âmbito criminal. A suspeita é que pacientes da operadora tenham falecido por terem usado apenas medicamentos do chamado "kit Covid", como a cloroquina. Na investigação criminal, a investigação tem como foco as pessoas que teriam atuado de forma indevida. As investigações da CPI do Senado deverão ser compartilhadas com os promotores paulistas.

Zanella explica que deverão ser feitas perícias nos prontuários médicos, para determinar se mortes por Covid-19 podem ter sido causadas por medicamentos.

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São Paulo  tem três investigações em andamento para apurar a atuação da Prevent Senior, que, segundo a CPI da Covid no Senado Federal, teria se alinhado a médicos do gabinete paralelo montado pelo governo federal para incentivar o uso do tratamento precoce com medicamentos do chamado "kit Covid", como hidroxicloroquina e ivermectina. Os remédios se mostraram ineficazes para tratamento de infectados pelo coronavírus e, inclusive, não eram recomendados para pacientes cardíacos.

Além da força-tarefa do MP-SP também estão em curso Comissões Parlamentares de Inquérito na Câmara Municipal e na Assembleia Legislativa do estado.

Antonio Donato (PT), que preside a CPI da Câmara Municipal, afirmou que espera que o trabalho seja curto e objetivo. Instalada na última quinta-feira, a comissão ouvirá nesta quinta-feira Luiz Artur Vieira Caldeira, Coordenador da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) do município de São Paulo. Segundo Donato, os vereadores querem saber o motivo que levou a Covisa a recomendar a intervenção em três hospitais da Prevent Senior, no início da pandemia, e o motivo de ela não ter ocorrido. Caldeira deverá falar também sobre o sistema de notificação de óbitos e casos de Covid-19 na capital paulista.

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