Coronel Tadeu (PSL-SP)
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Coronel Tadeu (PSL-SP)

O protesto a favor do presidente Bolsonaro (sem partido) no dia 7 de setembro, na Avenida Paulista, em São Paulo (SP), deve contar com o apoio massivo de Policiais militares da ativa — o que é proibido pela corporação. Oficiais de cidades do interior de São Paulo como Itapetininga, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Bauru e Campinas se organizam para comparecer ao ato e, segundo o deputado Coronel Tadeu (PSL-SP), já há "pelo menos 50 ônibus alugados" pela categoria nessas cidades.

De acordo com reportagem do Uol , o parlamentar afirmou que os PMs estão recebendo o "apoio" de comerciantes para pagar seus assentos, com custo entre 30 e 100 reais."

Apesar do Regimento Disciplinar da PM não autorizar a presença dos agentes da ativa em atos políticos, o coronel alegou que nada impede que eles participem do protesto "como brasileiros". Segundo Tadeu, os policiais "têm certidão de nascimento e o direito de ser um patriota". Ele afirmou, ainda, que "80% das tropas da PM do Estado de São Paulo são bolsonaristas"

Aliado de Bolsonaro e crítico de Doria, Coronel Tadeu ganhou fama após quebrar, em 2019, a placa de uma exposição da Câmara dos Deputados que tinha o desenho de um policial armado e um jovem caído no chão sob o título "O genocídio da população negra".

Nesta segunda-feira (23),  o governador do estado de São Paulo, João Doria (PSDB), afastou o coronel Aleksander Lacerda, comandante de seis batalhões da PM, por incitar PMS a comparecerem aos atos. Para o Coronel Tadeu, Doria "esgarçou a relação com a corporação, que, aliás, nunca foi boa".

O político afirmou, ainda, que, caso o governador decida 'proibir' a presença de PMS na Paulista, "terá de arcar com as consequências".

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