Paulo Lima, o conhecido como Galo
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Paulo Lima, o conhecido como Galo

Neste domingo (8), o Tribunal de Justiça de São Paulo negou o novo pedido de soltura do ativista Paulo Roberto da Silva Lima, também conhecido como "Galo", de 32 anos,  acusado de incendiar a estátua de Borba Gato, na Zona Sul de São Paulo . As informações são da CNN Brasil .

Na decisão, o juiz plantonista de 2º grau, Xisto Rangel, disse que "afirmar que não pretende repeti-lo [o ato] também é pouco para que identifiquemos como digna de crédito sua afirmação". 

Ele também afirmou que é "mais natural pensar o contrário, ou seja, que esteja apenas dizendo o necessário para ser solto e, assim, estimulado pela sensação de impunidade, voltar a promover suas 'manifestações' de igual jaez, falaciosamente minimizadas e adjetivadas como justas e 'democráticas'".

Galo está preso desde quando assumiu a autoria do incêndio no dia 28 de julho . Ele justificou a ação dizendo que gostaria de iniciar um debate sobre a existência de estátuas de figuras históricas que, a exemplo do bandeirante Borba Gato , capturaram e escravizaram indígenas e negros. 

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Estátua de Borba Gato em chamas
Reprodução
Estátua de Borba Gato em chamas


Nesse sábado (7), Galo foi transferido ao Centro de Detenção Provisória (CDP) do Belém, segundo o advogado de defesa Jacob Filho.

Nessa quinta-feira (5), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu um habeas corpus favorável à soltura de Galo , no entanto, a juíza Gabriela Marques da Silva Bertoli, do Tribunal da Justiça do estado, converteu a prisão temporária em preventiva no mesmo dia.

Desse modo, a liminar do STJ  perdeu o efeito, já que a decisão valia apenas para a prisão temporária. Ao pedir a soltura do ativista, o ministro Ribeiro Dantas disse que não havia "razões jurídicas convincentes e justas" para manter a detenção. 

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