Lázaro Barbosa foi morto no último dia 28
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Lázaro Barbosa foi morto no último dia 28

A viúva do serial killer Lázaro Barbosa , Ellen Vieira, prestou depoimento na tarde desta quinta-feira na 2ª DP de Águas Lindas, para esclarecer como era sua convivência com o criminoso. Ela também foi questionada se sabia de alguma relação entre ele e o  fazendeiro Elmi Caetano Evangelista, suspeito de esconder Lázaro durante fuga que resultou em sua morte após 20 dias.

Segundo a advogada Elda de Paulo Sampaio Castro, que acompanhou a viúva no depoimento, Ellen não está sendo investigada. Ela foi ouvida na condição de informante . O interrogatório levou cerca de uma hora.

— Ela não está sendo investigada. Não está sendo imputado a ela o crime de favorecimento real. Ela não esteve na delegacia nesse intuito. Foi ouvida como informante — disse a advogada. — As questões esclarecidas foram se em algum momento ela foi agredida por ele, como era convivência com o Lázaro e se ela soube de alguma ligação, alguma tratativa dele com o fazendeiro (Elmi Evangelista).

De acordo com a advogada, ainda não se sabe Ellen será intimada a depor novamente, embora a viúva tenha se colocado à disposição das autoridades no decorrer do inquérito policial. O teor do depoimento de hoje não foi revelado.

A polícia de Goiás acredita que Lázaro , morto na semana passada após ser procurado por 20 dias , não agiu sozinho. Mensagens e tentativas de ligação do criminoso a Ellen levantaram a suspeita de que ela poderia ter ajudado o companheiro a se esconder. Em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, a delegada Rafaela Azzi afirmou que ele fazia parte de uma organização criminosa que reunia de fazendeiros a políticos da região.

— Nessa organização criminosa, a gente já levantou que pessoas importantes participam dela. Nós temos empresários, fazendeiros, políticos... — disse a delegada ao Fantástico.

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Um dos suspeitos é o fazendeiro Elmi Caetano Evangelista, que, segundo as investigações, teria escondido Lázaro em uma de suas propriedades. Os policiais também apuram se ele teria sido o mandante de uma chacina cometida pelo serial killer no Distrito Federal em 9 de junho.

Evangelista virou réu nesta quarta-feira após decisão da juíza Luciana Silveira, da Comarca de Cocalzinho de Goiás, que também negou um pedido de revogação de sua prisão preventiva. Ele é acusado de cometer o crime de favorecimento pessoal, que significa "auxiliar a subtrair-se à ação de autoridade pública autor de crime a que é cominada pena de reclusão". Ele ainda é acusado de posse irregular de arma de fogo.

Na mesma decisão, a magistrada arquivou o inquérito policial em relação ao caseiro Alain Reis Santana, que chegou a ser preso junto com o fazendeiro, mas foi solto após uma audiência de custódia. O Ministério Público pediu o arquivamento devido à "falta de indícios mínimos de autoria e materialidade".

Lázaro foi morto na semana passada, em Águas Lindas (GO), durante confronto com policiais. Ele é o principal suspeito de matar quatro pessoas da mesma família em Ceilândia (DF) e de cometer diversos outros crimes durante sua fuga, que durou 20 dias.

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