Lázaro Barbosa Sousa
Reprodução: iG Minas Gerais
Lázaro Barbosa Sousa

O laudo da morte da família Vidal, assassinada por Lázaro Barbosa, foi divulgado nesta terça-feira (29) pela Polícia Civil do DF (PCDF). Segundo o delegado-chefe da 24ª Delegacia de Polícia (Setor O/Ceilândia), Raphael Seixas, foram encontrados indícios de estupro no corpo de Cleonice Marques, de 43 anos. A perícia ainda revelou que a matriarca da família Vidal levou um tiro na cabeça e teve a orelha cortada, enquanto ainda estava viva. A bala e a orelha não foram encontradas.

Será feito um exame para comparar o material encontrado no corpo de Cleonice e o DNA de Lázaro e determinar o que ocorreu exatamente. 

A autoria do assassinato da família é atribuída a Lázaro, pois as digitais do criminoso foram encontradas em uma porta de vidro na chácara do Incra 9, em Ceilândia e não há vestígios de outras pessoas. No dia 9 de junho o serial killer teria matado Cláudio Vidal de Oliveira, 48, Gustavo Marques Vidal, 21, e Carlos Eduardo Marques Vidal, 15, usando uma arma e uma faca. 

Após cometer os crimes, Lázaro teria levado consigo Cleonice Marques de Andrade. O corpo da mulher foi encontrado no dia 12 de junho, na região do Incra 9. Segundo o laudo, ela pode ter sido morta entre os dias 9 e 11 de junho. 

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O assassino ficou foragido por 20 dias e só foi encontrado na manhã da última segunda-feira (28), quando policiais do Distrito Federal e de Goiás o cercaram. Lázaro entrou em confronto com os agentes e foi morto com pelo menos 38 tiros. 

De acordo com o delegado Seixas, a morte de Lázaro prejudica a investigação, pois há detalhes que só ele ou as vítimas poderiam esclarecer. É um “crime de difícil elucidação”, uma vez que as pessoas envolvidas morreram, não há testemunhas nem imagens de câmeras de segurança.



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