Alain Reis de Santana, Caseiro de fazenda onde Lázaro se escondeu
Reprodução/TV Globo
Alain Reis de Santana, Caseiro de fazenda onde Lázaro se escondeu

A defesa do caseiro Alain Reis de Santana , suspeito de atuar na fuga do serial killer Lázaro Barbosa , se movimenta para pleitear recompensas oferecidas a quem contribuísse com informações que ajudassem a capturar o criminoso, morto nesta segunda-feira (28) após 20 dias de busca.

Depois da morte de Lázaro, o advogado Adenilson dos Santos Silva Filho enviou um ofício ao secretário de segurança pública de Goiás, Rodney Miranda, no qual pede um retorno acerca da colaboração de seu cliente na operação que deteve o fugitivo. A informação foi divulgada pela coluna Grande Angular, do Metrópoles, e confirmada pelo GLOBO.

No documento, a defesa afirma que Alain "vem colaborando com a árdua missão de captura" e diz que necessita saber "se as informações prestadas foram precisas o suficiente para o resultado da operação, a fim de que possa pleitear promessa de recompensa apresentada por particulares e empresários da região".

A primeira recompensa seria de R$ 100 mil , proposta por um fazendeiro de Cocalzinho de Goiás, cujo perfil é "discreto e reservado", segundo moradores. Eles relatam que a notícia se espalhou pela cidade, embora não haja comprovação. A reportagem não conseguiu contato com o homem a quem é atribuída a iniciativa.

A segunda estaria associada a uma empresa de construção de Goiás, que teria oferecido R$ 50 mil a quem desse informações que levassem à prisão de Lázaro. A defesa trabalha para comprovar a existência dos anúncios, apesar de considerar a hipótese de que sejam notícias falsas.

"Não se sabe se é fake news ou não. Para exigir juridicamente a recompensa é necessário que a pessoa tenha publicado, veiculado nas redes sociais. Mas nós não estamos encontrando esse material, só as notícias sobre essa recompensa. Todos aqui nessa região sabiam que tinha essa recompensa, mas efetivamente não se encontra", disse o advogado.

Segundo o artigo 834 do Código Civil, "aquele que, por anúncios públicos, se comprometer a recompensar, ou gratificar, a quem preencha certa condição, ou desempenhe certo serviço, contrai obrigação de cumprir o prometido".

A defesa tenta localizar a origem dos anúncios para confirmar sua veiculação e a autoria. A resposta da Secretaria de Segurança Pública serviria para provar que Alain cumpriu a condição estabelecida para o prêmio.

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Em entrevista coletiva, o secretário disse que o caseiro "prestou boas informações que nos ajudaram a fechar alguns pontos do quebra-cabeça que nós estávamos montando". Procurada, a SSP-GO não respondeu até a publicação desta reportagem.

O caseiro Alain Reis de Santana, de 33 anos, e o fazendeiro Elmi Caetano Evangelista, 75, foram presos na última quinta-feira (24) por suspeita de acobertarem Lázaro. A dupla teria cozinhado e oferecido abrigo ao criminoso. No dia seguinte, a juíza Luciana Silveira, da Comarca de Cocalzinho de Goiás, concedeu liberdade provisória ao caseiro.

A magistrada afirmou que "os indícios de autoria até o momento colhidos revelam-se frágeis, principalmente porque sua relação com o outro autuado é de patrão-empregado". De acordo com ela, "não é possível extrair dos autos que ele tenha aderido à suposta conduta do proprietário da fazenda de ajudar Lázaro".

Em entrevista ao programa 'Fantástico', Alain afirmou que teve medo de falar a verdade à polícia por ter sido ameaçado . Após sua soltura, ele gravou um vídeo em que relata que não consegue nem sair à rua mais. Sua condição é descrita pela defesa como de "miséria".

"Eu estou sendo crucificado por uma coisa que eu não fiz. A única coisa que eu fiz foi proteger minha família. Quem tem família sabe", disse o caseiro na gravação.

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