A vereadora e o motorista Anderson Gomes foram mortos a tiros em 14 de março de 2018
Guilherme Cunha/Alerj
A vereadora e o motorista Anderson Gomes foram mortos a tiros em 14 de março de 2018

Após Marielle Franco ser eleita vereadora no Rio de Janeiro, dois milicianos se filiaram ao PSOL, em 2016. As informações são de uma reportagem publicada na última segunda-feira (7) pela revista Veja , que teve acesso a novos detalhes da investigação.

A principal suspeita é de que os dois milicianos teriam se filiado ao PSOL por vingança, sobretudo contra o deputado federal Marcelo Freixo, que, em 2016, disputava a prefeitura do Rio de Janeiro e foi derrotado por Marcelo Crivella (Republicanos).

Há também a possibilidade dos milicianos terem ingressado no partido para avaliar e monitorar agendas e compromissos de Marielle. A vereadora e o motorista Anderson Gomes foram mortos a tiros em 14 de março de 2018.

A dupla de milicianos seria composta por Laerte Silva de Lima e a esposa Erileide Barbosa da Rocha.

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As filiações ocorreram em 19 de novembro de 2016, vinte dias após o segundo turno das eleições municipais e pouco mais de um mês depois da eleição de Marielle no primeiro turno, em 2 de outubro.

Laerte Silva de Lima é um homem de confiança de Adriano da Nóbrega , ex-capitão do Bope (Batalhão de Operações Especiais) apontado como chefe do Escritório do Crime. Lima é réu e foi preso na Operação Intocáveis 1.

Erileide Barbosa da Rocha é esposa de Lima e foi presa na Operação Intocáveis 2. Ela e o marido, de acordo com a Veja, comandavam o braço financeiro da milícia de Rio das Pedras, Muzema e região.

Erileide era responsável pela contabilidade informal do bando. Lima, por sua vez, é apontado como membro da cúpula do Escritório do Crime .

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