Marielle
Renan Olaz/Câmara Municipal do Rio de Janeiro
Vereadora foi executada junto com o motorista do carro de aplicativo em 2018

assassinato da vereadora Marielle Franco, do PSOL, e do motorista Anderson Gomes completa mil dias nesta terça-feira (8). Os dois, que estavam em um carro, foram executados a tiros na região central do Rio de Janeiro no dia 14 de março de 2018.

Na ocasião, Marielle voltava de um evento na Lapa, chamado Jovens Negras Movendo as Estruturas, quando teve o carro emparelhado por outro veículo, de onde partiram os tiros. Uma assessora da parlamentar, que também estava no automóvel, sobreviveu aos ataques.

Dois acusados de envolvimento com milícias, o policial reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio de Queiroz , estão presos como principais suspeitos de ser os autores materiais da execução, mas as investigações ainda não chegaram nos mandantes do crime.

De acordo com as investigações , Lessa seria o autor dos disparos, enquanto Queiroz teria sido o motorista do Cobalt prata que perseguiu o veículo onde estava Marielle e Anderson.

Apesar da pandemia do novo coronavírus, a data não passará em branco. Movimentos Sociais, partidos políticos e organizações não-governamentais deverão fazer ao longo desta terça-feira (8) eventos virtuais pela morte da ex-vereadora.

Marielle foi eleita com 46,5 mil votos, a quinta maior votação para vereadora nas eleições de 2016. Ela estava no primeiro mandato como parlamentar. Natural da favela da Maré, a ex-vereadora tinha 38 anos, era socióloga, com mestrado em administração pública e militava no tema de direitos humanos.

Quase três anos depois do assassinato da ex-vereadora, as famílias de Marielle e Anderson pedem a solução do caso.

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