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Um sargento da Polícia Militar de São Paulo identificado como Farani Salvador Rocha Júnior é suspeito de ser um dos principais matadores de aluguel do  Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo. A revelação, feita pelo jornal Folha de S.Paulo, é baseada em um pedido de prisão emitido no nome de Farani no mês de julho.

O policial, que ganharia até R$ 100 mil pelos crimes ordenados pelo Comando, passou a ser investigado logo após o assassinato de outro PM, identificado como Wanderley Oliveira de Almeida, morto no mês de fevereiro na Zona Leste de São Paulo. Dias antes de morrer, Wanderley tinha confessado a amigos o medo de ser assassinado pelo suspeito, que considerou como uma pessoa "perigosíssima".

A briga entre os dois giraria em torno de um dossiê preparado pela vítima sobre as possíveis atividades criminais do policial após os dois disputarem uma vaga em um batalhão de operações especiais. A execução de Wanderley ocorreu em uma emboscada na qual ele foi alvejado 22 vezes.

Entre as evidências levantadas pela vítima contra Farani estavam as pesquisas feitas por ele no sistema da polícia. Pelo menos dois dos homens buscados pelo policial foram assassinados poucas horas depois.

Em resposta à Folha de S.Paulo, o advogado do policial militar, Eduardo Kuntz, afirmou que o cliente é inocente. Ele apontou a ligação feita com o PCC como um “contrassenso”, garantiu que Farani auxiliou com as investigações da morte de Wanderley e afirmou que as provas da defesa terão como função "afastar todos os indícios da investigação".


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