casal abraçado
Reprodução/Instagram
Flordelis e pastor Anderson

O laudo da reconstituição da morte do pastor Anderson do Carmo, ex-marido da deputada federal Flordelis, mostra que ele levou dois tiros depois de cair no chão baleado. Ele foi morto com mais de 30 tiros em junho de 2019, na garagem da casa onde morava com a família em Pendotiba, em Niterói. Conforme a informação da "TV Globo", a polícia descobriu que o pastor teve perfurações na lombar e no ouvido direito. Há várias divergências nas versões e inconsistências nos depoimentos da família.

Segundo as investigações, Flávio dos Santos, filho biológico apenas da deputada e apontado como autor dos disparos que mataram o pastor, atirou de longe, mas depois que o pastor estava ferido, ele o acertou mais de perto por mais duas vezes. Para a polícia, ficou evidenciada a intenção de matar a vítima, sem que ela tivesse a chance de reagir.

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Flávio estava no quarto quando Anderson e Flordelis chegaram em casa, mas no laudo da reconstituição não foi possível dizer se ele percebeu a chegada do casal ou se ele foi avisado por outra pessoa. Minutos após o crime, o filho da deputada ligou para o 190 da polícia para informar que o pastor einha sido alvejado, como uma maneira de despistar o envolvimento. A "TV Globo" também teve acesso ao aúdio:

Policial: Boa noite, com quem eu falo?

Flávio (filho de Flordelis): Você fala com o Flávio. Envia uma viatura aqui pra rua Cruzeiro número 45, o mais breve possível.

Policial: O que houve no local?

Flávio (filho de Flordelis): Não sei. A minhã mãe chegou aqui agora, ouviu um tiro, quando eu fui ver o marido dela tá aqui caído no chão. Não sei se foi tentativa de assalto, não sei o que foi. Pelo amor de Deus envia uma viatura o mais breve e uma ambulância também pra mim, por favor, cara.

Filho biológico

Em depoimento, Flordelis admitiu que Daniel dos Santos de Souza, sempre apresentado por ela e pelo marido, o pastor Anderson do Carmo, assassinado em 2019, como único filho biológico do casal, é na verdade adotado. O depoimento ocorreu no dia 21 de maio e, segundo a polícia, a parlamentar só confessou após ser confrontada com as informações levantadas nas investigações e depoimentos de testemunhas.

O assassinato do marido da deputada acabou trazendo à tona dúvidas se ambos realmente eram pais de Daniel. Ao menos seis pessoas relataram à polícia que o rapaz foi, na realidade, adotado, ainda que os trâmites formais do processo não tenham sido seguidos. A primeira a fazer tal relato foi a mãe do pastor, Maria Edna do Carmo, ao ser ouvida na Delegacia de Homicídios (DH) de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá na primeira fase das investigações do assassinato.


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