mulher de peruca falando em palco
Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Flordelis durante discurso no plenário da Câmara

A deputada federal Flordelis dos Santos de Souza (PSD) vai prestar um novo depoimento na tarde desta quinta-feira, na Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, sobre a morte do seu marido, o pastor Anderson do Carmo. Ela é aguardada na unidade às 13h. Essa é a terceira vez que Flordelis será ouvida nas investigações, mas a primeira desde que o delegado Allan Duarte Lacerda assumiu o caso, em janeiro deste ano. O delegado quer esclarecer alguns pontos da investigação, por isso intimou novamente Flordelis. Lacerda assumiu a titularidade da DH com a saída da delegada Bárbara Lomba.

A participação de Flordelis na morte do marido é investigada pela DH. A parlamentar foi acusada por alguns de seus filhos de envolvimento no crime, que ocorreu na madrugada de 16 de junho do ano passado.

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Dois meses após o assassinato, a DH concluiu a primeira fase das investigações e indiciou dois filhos de Flordelis - Flávio dos Santos Rodrigues e Lucas Cézar dos Santos - pelo crime. Flávio, filho biológico apenas da parlamentar, é acusado de ter atirado no padrasto. Já Lucas, filho adotivo da deputada e do pastor Anderson, é acusado de ter ajudado o irmão a comprar a arma do crime. Ambos estão presos e já respondem pelo crime na Justiça. No processo, Flordelis também já prestou depoimento.

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Após a conclusão da primeira fase das investigações, a DH abriu um novo inquérito para apurar a participação de outras pessoas no crime, incluindo Flordelis, além de outras pessoas da família.

Pedido de liberdade negado

No início deste mês, a desembargadora Suely Lopes Magalhães, da 8ª Câmara Criminal do Rio, negou um pedido de liberdade para Flávio dos Santos Rodrigues. No pedido, os advogados dos filhos de Flordelis alegaram que não há “pressupostos ensejadores da prisão preventiva” de Flávio. Além disso, a defesa alegou demora na realização do interrogatório do cliente no processo. O atraso no depoimento, no entanto, ocorreu por causa da demora para que Flordelis fosse ouvida como testemunha de defesa do filho. O depoimento da parlamentar no processo demorou três meses para ser realizado porque Flordelis usou de sua prerrogativa como deputada para ser ouvida em Brasília.

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Em sua decisão negando liberdade para Flavio, a desembargadora afirmou que o deferimento de uma liminar de habeas corpus, conforme pleiteado pela defesa, possui natureza excepcional, “somente admitida nos casos em que demonstrada de forma manifesta a necessidade e a urgência da medida, bem como o abuso de poder ou a ilegalidade do ato impugnado”. Ela também afirmou que o processo está correndo normalmente, sem atrasos.


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