Shanna
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Filha do bicheiro Maninho, Shanna sofreu atentado, mas conseguiu sobreviver

Nos próximos dias, a Polícia Civil vai intimar a empresária Shanna Harrouche Garcia, filha do bicheiro Waldomiro Paes Garcia, o Maninho, e o empresário Bernardo Bello Pimentel Barbosa, no inquérito que apura a morte do contraventor Alcebíades Paes Garcia, o Bidi, que aconteceu no final da madrugada dessa terça-feira, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Ele será enterrado no começo da tarde desta quarta (26) no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju.

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A disputa pelo espólio de Maninho, que tem valor estimado por parentes em torno de R$ 25 milhões, é a principal linha de investigação seguida pela Civil para esclarecer a morte de Alcebíades. Irmão de Maninho, Bidi estava afastado da contravenção, mas tinha direito a participar da herança, que inclui entre outras coisas, pontos de bicho, máquinas de caça-níqueis e imóveis.

Shanna é sobrinha de Bidi e Bernardo é ex-cunhado da filha de Maninho. Até agora, sete pessoas já prestaram esclarecimentos na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Entre elas, um dos dois policiais militares que faziam a segurança do irmão de Maninho.

Segundo o depoimento do homem, que aconteceu horas após a execução do contraventor, quando um dos criminosos desceram do carro e foram até Bidi, os seguranças teriam reagido. No entanto, os executores não se preocuparam com a presença dos militares e, após o assassinato, fugiram em um carro preto em alta velocidade. Mas, segundo fontes da Polícia Civil, a versão do PM não é coesa. Já que os investigadores não encontraram cápsulas diferentes no local do crime.

Alcebíades Paes Garcia foi executado cerca de um mês após Bidi prestar depoimento como testemunha, em um inquérito que tramita na DHC, que apura uma tentativa de homicídio sofrida por Shana Garcia. O caso é investigado em sigilo.

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Foi executado

A DHC trabalha como execução a morte de Alcebíades Paes Garcia. Os investigadores procuram câmeras de segurança que possam ajudar na identificação dos criminosos.

De acordo o delegado Antônio Ricardo Lima Nunes, diretor do DGHPP, apenas o contraventor Alcebíades foi alvejado. Nunes diz que isso fica claro que os criminosos foram apenas para matá-lo.

Antônio Ricardo disse que pelo menos sete pessoas já prestarem depoimentos até agora na especializada. Entre eles o motorista da van, parentes do bicheiro que estavam no veículo no momento do assassinato e um segurança.

"Não temos dúvida que esse crime foi de execução. Pela quantidade de tiros e por ser direcionado apenas uma pessoa. Foram mais de 20 tiros disparados. Buscamos imagens de câmeras de segurança para tentar identificar o carro em que esses criminosos estavam e consequentemente, encontra-los", garantiu Nunes.

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"Estamos com a expectativa de solucionar, nos próximos dias, casos envolvendo assassinatos na contravenção. Assim como esses inquéritos que serão concluídos, vamos apurar rigorosamente essa nova morte", finalizou.

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