Carro onde estava o músico Evaldo dos Santos Rosa e sua família foi atingido por 80 tiros disparados por militares do Exército
Fábio Teixeira / Parceiro / Agencia O Globo
Carro onde estava o músico Evaldo dos Santos Rosa e sua família foi atingido por 80 tiros disparados por militares do Exército

A Justiça Militar Federal ouve, nesta segunda e terça-feira (16 e 17), os 12 militares do Exército envolvidos no ataque ao carro do músico  Evaldo dos Santos Rosa, de 51 anos, no dia 7 de abril, em Guadalupe, na Zona Norte do Rio. Na ocasião, o veículo em que estava o músico e a família foi atingido por mais de 80 tiros, disparados pelos militares. Ele morreu na hora.

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O catador de latinhas Luciano Macedo , 27, que estava na região, também foi atingido pelos disparos. Ele morreu 11 dias depois no Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, na Zona Oeste.

Os agentes chegaram a ficar presos, mas atualmente respondem ao processo em liberdade após conseguirem um habeas concedido pelo Superior Tribunal Militar (STM).

No processo que corre na Justiça Militar, os agentes respondem por homicídio qualificado e omissão de socorro. Eles foram denunciados à Justiça Militar da União no dia 11 de maio, mais de um mês depois do episódio.

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Os depoimentos desta semana serão prestados à juíza federal da Justiça Militar da União Mariana Queiroz Aquino Campos. Será a primeira vez que os 12 serão ouvidos individualmente. A audiência estava marcada para outubro, mas foi reagendada após a transferência de um dos juízes militares envolvido no processo.

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Próximos passos

Após ouvir os depoimentos, a juíza deverá abrir um prazo para apresentação de novas diligências para a defesa e para a acusação.

Depois, as partes entregam as alegações finais e logo após o Juízo marca a sessão de julgamento e leitura da sentença, onde será decidido se os militares serão culpados ou inocentes.

O final do julgamento está previsto para acontecer no primeiro semestre de 2020.

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Histórico

Após o recebimento da denúncia, a 1ª Circunscrição Jurídica Militar (CJM) fez audiências e ouviu, no dia 25 de maio, sete testemunhas de acusação e o sogro de Evaldo, que também foi baleado no ataque.

Nos dias 27 e 28 de junho aconteceram os depoimentos de testemunhas de defesa indicadas pelos militares. No dia 10 de outubro foram ouvidos PMs apontados pelos militares como testemunhas de defesa.

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